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Futebol

Após derrota do Paraná, noite termina em pancadaria na Vila Capanema

Arquivo Geral

03/05/2007 0h00

O começo de noite com uma temperatura agradável no outono curitibano parecia perfeito para uma festa dos torcedores do Paraná Clube, que praticamente lotavam as arquibancadas da Vila Capanema para a partida diante do Libertad, válida pelas oitavas-de-final da Taça Libertadores da América.


 


Com chuva de papel prateado e a música do filme 2001, Uma Odisséia no Espaço, o Tricolor entrou em campo levando esperança para a torcida. Os 15 primeiros minutos, no entanto, mostravam que o jogo seria duro e o Paraná sofria pressão do paraguaios. Aos 24 minutos, no entanto, um lance inusitado levantou a torcida. Substituído, Balbuena saiu de campo reclamando com o treinador e chutou o banco de reservas.


 


O lance parecia emblemático, já que o time da casa melhorou e começou a atacar. Primeiro com uma cabeçada perigosa de Josiel, aos 28 minutos, depois com Gérson, aos 31 minutos, com um chute rasteiro e bateu na trave. Dinélson ainda arrancou suspiros com uma ela cobrança de falta, já no final da etapa.


 


Veio o segundo tempo e logo aos cinco minutos, Josiel que não marcava há mais de um mês, desencantou, após ótima jogada de Dinélson e Lima. Mas aos 25 minutos começou a ruir a festa tricolor. Marin, ex-jogador do rival Atlético Paranaense, cobrou falta e empatou o jogo. Pouco mais de cinco minutos depois, Neguette recebeu cartão vermelho.


 


Irritados, um grupo de torcedores começou a chutar as grades atrás do banco de reservas do Paraná Clube, enquanto a torcida em coro xingava o jogador, que renovou contrato essa semana e fora confirmado com alívio entre os titulares. Clima quente em campo entre os jogadores e fervendo na arquibancada.


 


Aos 45 minutos, Marin cobrou escanteio e Barone, de cabeça, confirmou a vitória dos paraguaios. Sem reação, o Tricolor mal viu passar os quatro minutos de acréscimo. E a selvageria tomou conta das cadeiras da Vila Capanema. Um grupo, querendo tirar satisfações com o técnico Zetti e com alguns jogadores entrou em confronto com seguranças.


 


O que era festa logo se transformou em socos e pontapés. Irritados, seguranças eram detidos por colegas dentro do corredor que dá acesso aos vestiários e a sala de imprensa para evitar o revide e agravar ainda mais o confronto, que foi amenizado com a chegada da Polícia Militar. O Paraná volta ao estádio neste domingo, diante do Paranavaí, para decidir o Campeonato Paranaense. O clima festivo, se não se recuperar, deve desfalcar o time.

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