Longos 12 anos se passaram desde que o Gama conquistou o décimo, e até agora, último título candango de sua trajetória. O alviverde, porém, está a apenas 90 minutos de mais uma conquista nos 39 anos de existência: uma vitória por qualquer placar diante do Goiás, amanhã, às 20h, no Bezerrão, dará ao Periquito o troféu da Granada Cup.
Além de encerrar um jejum de títulos, a eventual conquista dará ainda ao time o prêmio de US$ 100 mil, algo em torno de R$ 260 mil, o que para o Gama será tão ou mais importante do que o troféu.
Isso porque nem mesmo Antônio Alves do Nascimento Neto, o Tonhão, presidente do clube, sabe dizer ao certo quanto tempo faz que a Sociedade Esportiva do Gama não se depara com um montante com tantos dígitos.
“Só lembro que foi na gestão do Oldemar (Antunes Bezerra, ex-presidente do Gama, que comandou a equipe em duas oportunidades, a última delas em 2012). A gente tinha um dinheiro a receber da Timemania que estava parado havia um ano, um ano e meio. Não podíamos receber o valor porque não tínhamos todas as certidões, mas ele ficou guardado na Caixa (Econômica Federal). De posse das certidões, recebemos esse dinheiro, que foi em torno de R$ 700 mil. Parecia dinheiro caindo de máquina caça-níquel. Usamos a verba para pagar diversas dívidas do clube. Fora essa, não lembro de outra vez”, brinca Tonhão.
O destino da verba
Com os cerca de R$ 260 mil, seria possível comprar quase dez carros populares, de valor aproximado de R$ 28 mil. Torcedores do Gama que fazem coleção de camisas da equipe poderiam adquirir nada menos que 1.857 exemplares do novo uniforme do alviverde, vendido no site oficial da fornecedora de materiais da equipe por R$ 140, a unidade.
Acordo com atletas
Nada disso, porém, interessa ao Gama. Um acordo entre a diretoria e o elenco já foi selado para definir o destino do prêmio.
“Se ganharmos o torneio, metade vai para os jogadores e a outra metade nós vamos usar para ajudar a pagar a folha salarial desse mês. Foi uma proposta que não teve qualquer discussão”, explica o presidente Tonhão.
Para assumir o favoritismo
Apontado recentemente como o dono da segunda maior torcida de Brasília, em estudo divulgado pela Codeplan, o Gama viu um público minguado na vitória por 2 x 0 sobre o Zalgiris Vilnius (LIT), no último sábado.
Apenas 1.780 pessoas testemunharam a estreia do alviverde em 2015, algo que incomodou Tonhão e rendeu até mesmo uma carta aberta do presidente, criticando o pouco público. O assunto ainda incomoda, mas em menor escala. Ele, porém, ressalta o otimismo de que, no decisivo embate de quinta-feira, a torcida compareça em maior escala.
“Já chiei muito no primeiro jogo e não quero chiar para o segundo. Ainda preciso ver como vai ser Goiás x Zalgiris (que se enfrentavam ontem, também no Bezerrão) para saber como vai ser a divulgação. Vai ser uma incógnita, mas estou confiando no meu torcedor”, revela.
Favoritismo do Gama
A menos de uma semana do jogo contra o Santa Maria, que abre a participação das duas equipes no Candangão deste ano, Tonhão não refuta o rótulo de favorito de sua equipe na disputa do certame.
“O Gama tem a obrigação de se assumir como favorito. No futebol, quem trabalha mais tempo, consegue melhores resultados. Uma coisa é ter humildade, outra coisa é ter a consciência”, opina.