Um registro excepcional de uma onça-pintada melânica, com pelagem de coloração escura, foi capturado por câmeras de monitoramento em uma propriedade privada no extremo oeste da Bahia. A ocorrência, considerada rara na região, reforça o valor de áreas conservadas para a sobrevivência de espécies ameaçadas.
O monitoramento foi realizado pelo Parque Vida Cerrado, por meio de armadilhas fotográficas, uma tecnologia não invasiva usada para estudar a fauna. A localização exata não foi divulgada por questões de segurança. Até o momento, o caso mais próximo documentado ocorreu no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, em Cocos (BA), em agosto de 2025, com uma ninhada de trigêmeos de onça-pintada.
Gabrielle Rosa, gerente da instituição, destacou a relevância do avistamento. “O registro de uma onça-pintada melânica é extremamente relevante porque reforça que ainda existem áreas com condições adequadas para a sobrevivência de espécies sensíveis. Estamos falando de um animal no topo da cadeia alimentar, que precisa de grandes áreas conservadas para viver, e sua presença é um indicativo claro de equilíbrio ambiental”, explicou.
A onça-pintada, também conhecida como pantera negra em sua forma melânica, enfrenta ameaças como perda de habitat, caça ilegal e preconceito em áreas rurais. Especialistas enfatizam a necessidade de conservar trechos contínuos de vegetação nativa no Cerrado, conciliando produção agrícola com a preservação da biodiversidade.
Para o Parque Vida Cerrado, o primeiro centro de conservação e educação socioambiental do oeste baiano, o episódio amplia o debate sobre a redução de conflitos entre humanos e fauna silvestre, promovendo estratégias de convivência que beneficiem o ecossistema como um todo. As informações foram retiradas da Agência Brasil.