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Para Brian May, o Queen seria cancelado hoje por falta de diversidade

Brian May, do Queen, se revoltou com o fato de que a premiação Brit Awards não separa mais as categorias por gênero: no lugar de “Melhor cantor” e “Melhor cantora”, agora o prêmio tem apenas a categoria “Artista do ano”.

Por FolhaPress 26/11/2021 5h27
Foto|Reprodução

Em entrevista ao jornal The Mirror, o músico disse acreditar que, hoje, o Queen seria criticado pela falta de diversidade: “Seríamos obrigados a ter pessoas de diferentes cores e sexos, e precisaríamos ter ‘um trans'”.


Para ele, a decisão de abolir a separação por gênero foi tomada “sem pensar” e pode ter consequências a longo prazo – o músico não especificou quais seriam essas consequências: “Muitas coisas funcionam bem e não precisam ser mudadas. Eu estou cansado de pessoas tentando mudar as coisas sem pensar nas consequências a longo prazo. Às vezes são melhorias, mas às vezes não são”.


Ele argumenta, ainda, que nunca precisou pensar na etnia ou na sexualidade de Freddie Mercury: “Por exemplo, o Freddie veio do Zanzibar, ele não era britânico, ele não era bem branco e ninguém ligava, ninguém nunca falou sobre isso”.


“Não precisávamos parar e pensar: ‘Ah, será que devemos trabalhar com ele? Ele é da cor certa? Ele tem as inclinações sexuais certas?’ Isso nunca aconteceu, e agora acho assustador que as pessoas precisem ser tão calculistas.”


O vocalista do Queen, morto há 30 anos vítima de uma broncopneumonia acarretada pela Aids, se relacionou com homens e mulheres ao longo da vida. Ele nasceu na Tanzânia, na África Oriental, e tinha ascendência persa e indiana – antes de adotar o nome artístico Freddie Mercury, era chamado de Farrokh Bulsara.


A decisão do Brit Awards de abandonar as categorias separadas por gênero aconteceu após Sam Smith ficar de fora da premiação por se identificar como pessoa não-binária.


“Os Brits sempre foram uma parte importante da minha carreira… Para mim, a música sempre foi sobre união, não divisão. Queria que um dia as premiações refletissem a sociedade em que vivemos. Vamos celebrar todo mundo, independentemente de gênero, raça, idade, capacidade, sexualidade e classe social”, escreveu Sam Smith no Instagram na época.

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