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‘Não adianta bombar na novela se ninguém fala de você’, diz Nelson Rubens

Para Rubens, a audiência é importante, sim, e é o termômetro diário para saber quais artistas e fofocas serão exibidas no programa

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LEONARDO VOLPATO
À frente do TV Fama (RedeTV!) por ininterruptos 20 anos, o apresentador Nelson Rubens, cuja idade é a única fofoca que ele não revela nem sob decreto, afirma que suas notícias do mundo das celebridades já ajudaram muitas delas a crescer na carreira.

“A fofoca é muito importante para o artista porque ela aguça a curiosidade dos fãs. Ela ajuda e contribui para a fama. Não adianta bombar na novela se ninguém fala de você. Se não fosse a fofoca, muito arista poderia estar na pior”, diz o apresentador, que foi contratado em 2001 pelo canal e nunca mais saiu.

Um exemplo de artista que foi ajudada pela fofoca, segundo ele, é Anitta. “Anitta me falou uma vez que no começo da carreira ela tinha dois sonhos: cantar no Raul Gil quando criança e dar uma entrevista ao TV fama. E nós a acompanhamos desde o início.”

Para Rubens, a audiência é importante, sim, e é o termômetro diário para saber quais artistas e fofocas serão exibidas no programa. Na pandemia, ele tem trabalhado de sua casa, ou melhor, da central da fofoca, como gosta de dizer, e entra ao vivo para conversar com sua parceira desde 2010, Flávia Noronha.

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“TV Fama é um sobe e desce na audiência, depende da matéria, do jogo de quarta-feira. Quando a novela da Globo vai para o intervalo nós não vamos. A melhor invenção da história se chama controle remoto. O cara fica zapeando”, revela.

Dados do Kantar Ibope mostram que o programa tem média de dois pontos, com pico de três, na Grande São Paulo -cada ponto equivale a cerca de 74 mil domicílios. Ainda segundo a empresa, TV Fama impactou mais de 8 milhões de pessoas no PNT (Painel Nacional de Televisão), em outubro deste ano.

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“Nesses 20 anos, o programa ganhou credibilidade e prestígio. É muito difícil ver um artista dizer não ao TV Fama. Temos liberdade de falar do que está bombando, de todas as emissoras”, completa Rubens.

Para Flávia Noronha, os famosos não têm medo do programa e isso ajuda para que ele esteja há 20 anos ininterruptos no ar. “Antes tinham os atores da Globo que nos evitavam, entre eles a Bruna Marquezine, o Caio Castro, a Grazi Massafera. E isso mudou. Fomos conquistando a confiança deles. Os famosos sabem que nós não somos do mal.”

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MENOS CORPO E MAIS CONTEÚDO

Foi-se o tempo em que o TV Fama apostava em muitas subcelebridades e corpos sensuais para alavancar alguns pontos a mais no ibope. Não que isso tenha acabado de vez, até porque o programa acompanha o Carnaval, anualmente, e a sensualidade se faz presente nas roupas minúsculas na passarela do samba, mas o conteúdo está menos apelativo.

Essa transformação, diz Noronha, é de um ano e maio para cá quando houve uma reformulação na direção do programa. “Tiramos um pouco as mulheres-frutas, e damos menos espaço a esse perfil e que evidencia mais o corpo para trazer mais conteúdo. Agora o espaço é só para quem é famoso de verdade e não quem é gostosa.”

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Outra mudança significativa, porém curta, foi a entrada do jornalista Leo Dias na RedeTV! no primeiro semestre deste ano. Ele tinha a ideia de reformular o programa, abrir para famosos conversarem ao vivo e fazer da cobertura do Carnaval algo mais chique -como mostrar todo o processo de construção de uma escola de samba-, mas ficou apenas cerca de cinco meses.

Sobre a entrada do jornalista, Flávia Noronha diz que “Leo Dias não queria mais colocar bunda e peito na TV”. Ela ressalta que houve mudança no formato nesse período sob gestão Leo Dias, mas que “já estávamos entrando nessa linha desde 2019”. “Apesar do pouco tempo, ele deu um chacoalhão e abriu espaço para um programa com mais papo entre os apresentadores.”

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Mas nem sempre foi assim. Na cobertura do Carnaval de 2017, uma das maiores gafes da história da TV brasileira aconteceu no TV Fama: o episódio do “bumbum verde”. Na ocasião, foi a própria Flávia Noronha quem pediu que uma modelo, toda pintada de tinta verde, fizesse um agachamento de costas. Mas ela estava sem calcinha.

Flávia Noronha diz ser um momento de sua vida que deseja esquecer. “Foi um erro e jamais deveria ter acontecido. Foi sem querer. Foi minha culpa entre aspas, eu falei para ela agachar. Nunca imaginei…[ela estar sem calcinha]. Até mesmo os bastidores do Carnaval, nunca foi tudo pela audiência”, desabafa a apresentadora, que comanda a atração desde 2010, ao lado de Nelson Rubens, após migrar do jornalismo para o entretenimento.

QUEM JÁ APRESENTOU SENTE SAUDADES

A apresentadora, atriz e produtora de conteúdo Mariana Kupfer, 46, foi quem deu o pontapé inicial no TV Fama, em novembro de 1999. Na época, a atração ficou apenas duas semanas no ar, mas nada que mude a saudade e o carinho que ela sente pelo programa que comandou, diz ela, quando ainda era muito crua.

“TV Fama significou meu início na TV aberta. Não havia internet nem redes sociais, mas foi bacana a experiência. Lembro que a atração tinha uma proposta mais cultural, entretanto a direção queria fofoca, factual”, diz Kupfer, que desde 2015 desenvolve o projeto AMAR, com histórias sobre maternidade no YouTube. “Eu continuo trabalhando com comunicação, em outra plataforma, mas adoraria voltar à TV.”

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Com o término precoce do TV Fama e seu posterior retorno à grade da RedeTV!, em julho de 2000, quem passou a comandar e a fazer reportagens foi Monique Evans, 64. Naquele momento, o programa era direcionado para o universo das celebridades, festas e umas pitadas de humor.

“Fui fazer um teste de ler o TP (teleprompter com as falas) e fiz de gozação. Acabou que gostaram e eu fiquei”, relembra Monique, que tinha como colega Paulo Bonfá, 48. “Eu fazia reportagens nas casas e nas festas com artistas de mais de 15 minutos. Quando cortavam eu ficava arrasada. Briguei com o diretor e saí”, rememora. “Mas o TV Fama tem um lugar especial no meu coração.”

Quem também teve a sua fase no programa foi Íris Stefanelli, 41, que entrou para a equipe após sua passagem pelo Big Brother Brasil 7. Entre apresentadora e repórter, ela permaneceu de 2007 a 2014, e diz até hoje sentir saudades, sobretudo, dos bastidores das reportagens que fazia pelo país com celebridades.

“TV Fama significou aprendizado e experiência. Era muito crua, não sabia nada, fui treinada em uma semana para entrar no ar em um programa de horário nobre do qual eu era fã”, diz Stefanelli, que hoje em dia trabalha como empresária e tem uma loja virtual de roupas.

“Na minha época era muito melhor do que é hoje”, diverte-se a ex-BBB. “Olho as minhas matérias hoje em dia e vejo como eu não tinha noção. Brincava com todo mundo, zoava. E nunca fui desrespeitada, nunca ninguém me cantou. Era sem malícia”, relembra Stefanelli ao afirmar ser fã de Nelson Rubens, o rei da fofoca.

As informações são da FolhaPress




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