Zezé Di Camargo afirmou que sua imagem e seu nome vêm sendo usados sem autorização em anúncios de plataformas de jogos e apostas online. Em comunicado, a equipe do cantor disse que as publicações são falsas e informou que medidas judiciais já estão em andamento para identificar os responsáveis.
Eu levei a pilha de revistas que tinha deixado na mesa da sala até a estante e puxei uma cadeira para organizar minhas anotações da tarde. Foi aí que pensei: o sertanejo agora não precisa nem abrir a boca para alguém usar sua fama como isca para tirar dinheiro dos outros.
“A imagem e o nome do cantor Zezé Di Camargo estão sendo utilizados indevidamente em publicações e anúncios que promovem plataformas de jogos online e apostas”, diz a nota divulgada pelo artista.

Eu vou falar uma coisa: anúncio falso com rosto de famoso é golpe vestido de camarote. Quem vê o ídolo ali pode achar que existe endosso, parceria, selo de confiança. E é exatamente nessa confusão que mora o perigo.
A equipe do cantor afirmou que Zezé não autorizou nem tem qualquer vínculo com as divulgações. “Trata-se de conteúdos falsos, que utilizam indevidamente a identidade do artista para induzir o público ao erro”, reforçou o comunicado.
Eu parei de arrumar os papéis porque essa frase merece atenção. O fã não pode ser tratado como caça de link suspeito, ainda mais quando o nome de um artista conhecido é usado para dar aparência de legitimidade a uma oferta que ele diz desconhecer.

O alerta chega depois de a Medida Provisória nº 1.394/2026 proibir a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no Brasil. A norma alcança apostas esportivas e jogos online, inclusive em plataformas virtuais.
Eu deixei a mesa pronta, mas não sem meu recado: se Zezé não postou nos canais oficiais, não clique, não cadastre dado e não mande dinheiro. A única aposta segura aqui é que usar o rosto alheio para fisgar público pode acabar cantando para juiz.