Minhas queridas, eu estou aqui no Cosme Velho pensando em ligar para Theresa Fonseca, porque essa mulher merece ouvir todos os elogios do mundo. E vou dizer uma coisa: a Globo tem nas mãos uma atriz de uma grandeza que não aparece todos os dias. Com o fim de A Nobreza do Amor, exibido nesta sexta-feira (6), Theresa se despede de Virgínia, sua primeira grande vilã na televisão, depois de um ano daqueles que parecem ter durado três. Teve novela, teve casamento, teve trabalho e teve uma atriz mostrando que nasceu para ocupar um lugar muito especial na dramaturgia brasileira.
Eu sou suspeita para falar de Theresa. Adoro essa mulher! Mas existe uma diferença entre gostar de uma atriz e reconhecer o tamanho do trabalho que ela entrega. Virgínia poderia ter sido apenas mais uma menina rica, mimada e insuportável das novelas das seis. Theresa não quis isso. Durante sua participação no Encontro, contou que procurou fugir justamente desse estereótipo. Queria uma personagem contraditória, imprevisível, até sem lógica. E foi nessa liberdade que encontrou uma maneira própria de interpretar a vilã.
Aliás, tem uma declaração dela que eu achei particularmente interessante. Theresa contou que aprendeu a não controlar tanto as cenas, permitindo que a espontaneidade e a criatividade conduzissem sua atuação. Isso, minhas filhas, é uma escolha artística importante. Porque fazer uma vilã não é simplesmente levantar a sobrancelha, falar alto e sair pisando duro pelo cenário. É conseguir dar vida a alguém que pensa e age de maneira completamente diferente de você. E Theresa entendeu esse desafio.
Agora, prestem atenção no ano dessa mulher. Enquanto enfrentava uma rotina intensa de gravações, Theresa também organizava seu casamento com o diretor Gustav von Fürstenberg. E que casamento lindo! Eu tenho um carinho enorme por essa fase da vida dela. Há algo especialmente bonito em acompanhar uma atriz vivendo um momento importante na profissão enquanto constrói sua história pessoal. Não é pouca coisa conciliar uma personagem exigente com os preparativos de uma cerimônia tão significativa.
E a parte que mais me interessa vem agora. Com a novela encerrada, Theresa pretende finalmente aproveitar a vida de casada, organizar a casa e realizar a lua de mel, possivelmente depois do Carnaval. Uma temporada em Los Angeles também está entre os planos do casal para o próximo ano. Além disso, ela quer estudar, conhecer pessoas e explorar novas possibilidades artísticas. Ou seja, não está pensando apenas nas próximas férias. Está pensando na atriz que deseja se tornar.
Eu aqui querendo falar com Theresa, mas pensando que ela merece mesmo é desligar o telefone e descansar. Não tenho confirmação de que já tenha viajado, mas, se estiver de malas prontas, terá todo o meu apoio. Porque existe uma coisa que eu adoro em artistas como ela: a ambição de continuar aprendendo mesmo depois de um trabalho tão importante. A Globo lhe deu a oportunidade de viver uma grande vilã, e Theresa mostrou que tem repertório para ir muito além. Para mim, ela já pertence àquela categoria de atrizes que não precisam disputar atenção. Basta entrar em cena. E, minhas queridas, que venham os próximos papéis, porque eu quero continuar vendo Theresa Fonseca cada vez maior na televisão brasileira.