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Kátia Flávia
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“Tenho um lado lésbica”: Flor Gil abre o jogo sobre solteirice e rejeita rótulos

Filha de Bela Gil confirmou o fim do namoro com a modelo Nikita Gontarcyk e disse viver a própria sexualidade de forma livre

Kátia Flávia

19/10/2026 17h30

Flor Gil falou sobre orientação sexual em entrevista ao gshow

Flor Gil falou sobre orientação sexual em entrevista ao gshow

Flor Gil, de 18 anos, falou sobre orientação sexual e confirmou o término do relacionamento com a modelo norte-americana Nikita Gontarcyk. Em entrevista ao gshow, a atriz disse que evita se definir por um rótulo, porque se percebe em constante transformação.

Eu acabava de sentar com minhas amigas na Taberna da Rua das Flores, no Chiado, quando li essa conversa e pensei: finalmente uma jovem falando de si sem precisar preencher formulário para satisfazer a curiosidade dos outros. Flor não entregou mistério, entregou liberdade.

“Eu não me assumi nada, na verdade. E eu não sou nada, eu estou. Eu estou sempre, constantemente, sendo”, afirmou. A artista explicou que se sente privilegiada por não ter precisado viver um momento específico de “sair do armário”.

Enquanto escolhia o que pedir no jantar, eu achei bonito ela não transformar uma experiência íntima numa etiqueta permanente para consumo público. Tem gente que quer resposta fechada, lacrada e carimbada. Flor está dizendo que a vida dela não cabe nessa prateleira.

A jovem contou que, quando começou a falar sobre o tema nas redes sociais, namorava Nikita e não tinha interesse em se relacionar com homens. Mesmo após o fim do namoro, ela disse manter carinho pela ex-companheira e afirmou que as duas seguem amigas.

“Tem um lado meu que é [lésbica], um lado meu que não é. Aí tem uma junção disso, um nome para isso: bissexualidade. Mas, para mim, é um pouco pequeno para o que eu sou”, declarou Flor. A atriz também citou os pais, Bela Gil e João Paulo Demasi, como referências de liberdade.

Eu ouvi o barulho das taças na mesa e fiquei com vontade de brindar essa lucidez. Porque ninguém precisa ter a própria existência resumida por uma legenda apressada de rede social. A moça falou o que sente, do jeito dela, e ponto final.

Flor disse que se permite “navegar entre tudo” e não se vê presa a conceitos fixos. É uma fala direta, madura e bem diferente daquele velho costume de exigir que mulheres expliquem cada passo afetivo como se estivessem em uma coletiva de imprensa.

Entre um prato e outro em Lisboa, meu veredito é simples: Flor Gil não deve satisfação a quem quer encaixá-la num rótulo. Ela está vivendo, aprendendo e falando com honestidade sobre si. E isso, para mim, já é muito mais interessante do que qualquer tentativa de fofoca pronta.

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