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Kátia Flávia
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STJ barra dois habeas corpus de Deolane e mantém prisão preventiva

Ministro Ribeiro Dantas não acolheu pedidos de liberdade, domiciliar e transferência; influenciadora segue investigada, sem condenação criminal

Kátia Flávia

22/10/2026 9h55

Deolane Bezerra permanece presa preventivamente em São Paulo

Deolane Bezerra permanece presa preventivamente em São Paulo

O Superior Tribunal de Justiça rejeitou dois habeas corpus apresentados pela defesa de Deolane Bezerra e manteve sua prisão preventiva. As decisões, assinadas pelo ministro Ribeiro Dantas, não representam condenação: a influenciadora continua investigada por suspeitas de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

Eu deixava o Mercado da Ribeira e começava a seguir para o Chiado quando vi a atualização. E vou falar sem fazer circo com processo criminal: duas decisões negativas no mesmo dia pesam, mas Justiça não se lê por manchete de “ganhou” ou “perdeu” como se fosse placar de jogo.

No primeiro pedido, a defesa alegou falta de fundamentação concreta para a prisão e excesso de prazo nas investigações. Também sustentou que movimentações financeiras citadas no caso seriam honorários advocatícios e pediu liberdade, medidas cautelares ou prisão domiciliar por Deolane ser mãe de uma criança menor de 12 anos.

Eu ajustei a bolsa no ombro e pensei: quando o assunto chega ao STJ, cada palavra tem consequência. O tribunal entendeu que parte das questões ainda não havia sido analisada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e, por isso, não poderia ser apreciada naquele momento pela instância superior.

O segundo habeas corpus tratava das condições de encarceramento. A defesa pediu transferência para Sala de Estado-Maior, alegando prerrogativas da advocacia, ou prisão domiciliar. Ribeiro Dantas considerou que os documentos apresentados não demonstravam ilegalidade flagrante para autorizar a mudança.

Eu entrei numa rua do Chiado pensando na diferença entre uma decisão processual e uma absolvição, porque muita gente mistura tudo para fazer torcida. O ministro apontou que Deolane está em acomodação individual em pavilhão especial e considerou também a suspensão de sua inscrição na OAB.

A defesa informou que considera a decisão monocrática e estritamente processual, afirmando que pretende recorrer. Em outro processo anterior, o STJ já havia mantido a prisão preventiva ao não identificar ilegalidade flagrante na medida. Agência Brasil

Eu sigo por Lisboa com a leitura que cabe: Deolane permanece presa, os pedidos foram rejeitados e a defesa continua atuando. Mas investigação não é sentença, e acusação não substitui prova. O processo ainda tem caminho, recursos e julgamento pela frente.

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