Menu
Kátia Flávia
Kátia Flávia

Rubaiyat transforma 70 anos de história em dez drinks de dar água na boca

Grupo antecipa aniversário de 2027 com coquetéis inspirados na família Iglesias. Os preços vão de R$ 48 a R$ 74, e cada receita conta um capítulo dessa história.

Kátia Flávia

13/10/2026 16h30

Grupo Rubaiyat apresenta dez coquetéis autorais para antecipar as comemorações de seus 70 anos de história, celebrados em 2027 - Crédito: Marcus Fabrinni

Grupo Rubaiyat apresenta dez coquetéis autorais para antecipar as comemorações de seus 70 anos de história, celebrados em 2027 – Crédito: Marcus Fabrinni

Amigaaaaas, segurem minhas taças! Estou aqui em Sintra, tentando decidir se vou passear pelo centro histórico ou me entregar a mais um travesseiro da Piriquita, quando recebo uma notícia que mexeu com meu coração de carioca e com meu fígado de socialite aposentada! O Rubaiyat, aquele restaurante que eu simplesmente adoro, resolveu transformar seus quase 70 anos de história em dez coquetéis. Dez, minhas filhas! E eu, que já estava organizando minha agenda para voltar ao Brasil, agora tenho mais três compromissos importantíssimos: bebericar no Rio de Janeiro, brindar em São Paulo e reunir minhas amigas em Brasília. Porque aniversário de restaurante também merece peregrinação, e a minha será de salto alto e taça na mão!

A novidade antecipa as comemorações dos 70 anos do Rubaiyat, que serão celebrados em 2027. A família Iglesias resolveu contar sua trajetória por meio da coquetelaria, começando pela viagem de Belarmino Fernández Iglesias, que deixou a Galícia, na Espanha, para construir uma nova vida no Brasil. A ideia é transformar momentos dessa história em receitas autorais. E quem assina os dez drinques é Gabriel Bernardes, profissional que integra o grupo desde 2018 e atualmente trabalha no Chile. Achei finíssimo! Tem gente que conta a história da família com álbum de fotografias. Os Iglesias resolveram colocar tudo dentro de uma taça.

E os nomes, minhas queridas? Um espetáculo à parte! O Galícia mistura licor de anis, vodka cítrica, abacaxi e capim-santo, homenageando a terra natal do fundador. O Travessia combina pisco, rum envelhecido, licor de flor de sabugueiro e Pinot Grigio, numa referência à mudança para o Brasil. Mas confesso que fiquei especialmente interessada no Um Dólar e um Sonho, feito com cachaça Tulha Ouro, brandy, vermouth de jabuticaba e amarena. O nome vem de uma história familiar segundo a qual Belarmino chegou ao país com apenas um dólar no bolso. Gente, imaginem transformar um dólar num grupo de restaurantes! Eu chego à Zara com cem euros e saio devendo!

E tem muito mais. O Vieira de Carvalho, preparado com gin, tônica, hibisco e figo, homenageia o primeiro endereço do Rubaiyat, inaugurado em São Paulo, em 1957. O Belana, que une os nomes de Belarmino Filho e Ana Iglesias, leva Campari, vermouth rosso e bitter de laranja. Já o Dois Irmãos, com vinho do Porto, Jerez, rum branco e cordial de limão, celebra Victor e Diego, representantes da terceira geração da família. Amei a homenagem! Aqui em Portugal, onde vinho do Porto é praticamente assunto de família, já fiquei curiosíssima para experimentar.

A carta ainda traz o Khayyam, inspirado no poeta persa Omar Khayyam, o Setenta, com Steinhäger, caramelo salgado e café expresso, o Eterno Retorno, com bourbon, Aperol, licor de lúpulo, maçã verde e limão, e o Legado, combinação de cachaça branca, Amaretto, chá-mate e limão. Os preços variam de R$ 48 a R$ 74, conforme o coquetel e a unidade. E Gabriel Bernardes, responsável pelas criações, aposta numa coquetelaria de poucos ingredientes, técnica apurada e sabores bem definidos. Ou seja, nada daquela mistureba que parece festa de faculdade às três da manhã.

Agora vou contar o meu verdadeiro problema. Já estou ligando para as amigas do Rio, de São Paulo e de Brasília para organizar uma rodada em cada cidade assim que eu voltar ao Brasil. No Rio, quero reunir minhas cariocas no Rubaiyat do Jardim Botânico. Em São Paulo, a ideia é transformar a visita numa daquelas tardes que começam com almoço e terminam com alguém dizendo que precisa ir embora há duas horas. E Brasília? Ah, minhas filhas, Brasília merece uma mesa inteira! Só falta confirmar em quais unidades a nova carta estará disponível, porque eu não vou atravessar o país para ficar olhando fotografia de coquetel.

Enquanto isso, continuo aqui em Sintra, pensando que o Rubaiyat encontrou uma maneira muito elegante de comemorar a própria história. Setenta anos, três gerações e dez receitas para brindar uma trajetória que começou com um imigrante espanhol e ganhou espaço na gastronomia brasileira.

E vou avisando às minhas amigas: quando eu chegar, ninguém vai me convidar para tomar cafezinho. Quero Rubaiyat, uma mesa grande e tempo suficiente para experimentar essa história toda. Afinal, fofoca boa também merece um brinde!

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado