Gente, eu nem tinha estacionado direito na academia do Leblon e já sabia que o dia ia ser de nervoso. As meninas estavam rodinha em volta de um celular, rindo alto, e quando cheguei perto era ele: Pedro Ortega, de novo, opinando sobre o que um homem deve ou não ser. Larguei a garrafa no banco e pedi para ver aquilo com meus próprios olhos.

O ex participante do De Férias com o Ex repostou nos stories um vídeo do perfil Porta de Famosos em que João Lucas, cantor e marido de Sasha Meneghel, aparece num evento. Por cima, escreveu que não tinha nada contra o rapaz porque nem o conhecia, e na linha seguinte o chamou de afeminado, frágil, comandado pela mulher e vestido como o Aladim. Ainda arrastou para a briga uma geração inteira de homens, que segundo ele parecem militantes estudando jornalismo na PUC, com direito a bandeirinha trans no meio, e encerrou recomendando aos pais que garantam testosterona aos filhos.
Peraí. “Nada contra, não conheço” e logo depois uma lista de xingamentos? Eu acho pejorativo esse esporte de ficar medindo a sexualidade e a masculinidade dos outros por roupa, jeito ou casamento. E o que mais me irrita é o repertório. Em abril, Pedro virou manchete ao contar que proibiu a mulher de postar o filho com orelhinha de coelho, porque o menino “nasceu macho”. Em julho, gravou vídeo rindo da cueca de renda de Juliano Floss. Agora é o figurino do genro da Xuxa. É sempre o mesmo assunto, com cara de cartilha red pill, e é praticamente só assim que ele volta a aparecer.
Enquanto isso, João Lucas, de 27 anos, está em cartaz no musical Percy Jackson e, dias atrás, falava da felicidade com a gravidez de Sasha, ou seja , outro nível de pessoa. Até agora, nem ele nem ela responderam ao ataque ( e cá pra nós , responder o que?)

Pedro, sim. Nesta quinta, respondeu às críticas dizendo, em termos que não dá para reproduzir aqui, que a opinião de quem reclamou não vale nada para ele e que o novo normal da casa dos outros não entra na dele. Ótimo, Pedro. Então que tal deixar a casa da Sasha em paz também? Saí da esteira com a certeza de que a única fragilidade nessa história é a de quem precisa diminuir outro homem para se sentir grande, e as meninas da academia continuam rindo. De você.