Eu estava subindo a serra rumo a Petrópolis, fugindo por uns dias, quando o celular tocou no viva-voz e do outro lado apareceu uma das mulheres que eu mais respeito nesse meio. Nubia Oliiver, gente. A estrela que reinou nos anos 90 e que aos 52 continua mais inteira do que muita novinha que se acha o suprassumo. Ela já tinha aberto o coração no programa do Chico Barney, o “O Povo Quer Saber”, mas comigo, ali na estrada, foi ainda mais franca.
A Nubia me contou que as plataformas adultas foram a salvação dela quando o mundo parou. Ela sempre viveu de evento, de presença VIP, de fotografia, e viu tudo desabar na pandemia. “Para mim, foi a minha salvação. Porque veio no meio da pandemia. O setor artístico sofreu bastante”, ela me disse, e eu fiquei ouvindo concordando com cada palavra. Porque é a mais pura verdade, meu amor. A gente não podia ir nem vir, ninguém tinha trabalho, e essas plataformas seguraram muita gente boa desse mercado.
Ela foi além e confessou que, com o tempo, começou até a gostar de atender os pedidos dos fãs no conteúdo exclusivo. Mas fez questão de deixar tudo claro, com aquela classe que só ela tem, que não faz nada explícito, só o sensual. “Meu material é inspirado na Playboy. Você vai ver lá foto, um ensaio, making of de uma foto, mas nada explícito. É uma coisa que é minha, particular. Porque eu acho que você tem que ter limites”, ela me explicou. E tem toda razão, viu.
Hoje a Nubia está na Privacy e no OnlyFans. Na plataforma brasileira ela cobra 59 reais e 50 por mês pra galera ter acesso às fotos e aos vídeos sensuais dela, e lá fora, no OnlyFans, o valor fica em 10 dólares.
Desliguei o telefone já chegando em Petrópolis, com o coração quentinho. Porque a Nubia é dessas que não tem o menor pudor de dizer como ganha o pão e ainda dá uma aula de reinvenção pra muita gente que torce o nariz de longe. Respeito é pouco pra essa mulher.