Neymar acendeu o alerta na Seleção Brasileira antes mesmo de a Copa do Mundo de 2026 começar, após exame apontar uma lesão de grau moderado na panturrilha direita. Eu já estava quase pronta para sair rumo ao CCBB, com roupa em cima da cama e aquela pressa elegante de quem foi convidada pelos organizadores, quando parei para ver a pauta. Minha filha, eu achando que o maior drama da tarde seria escolher brinco para arte contemporânea, e Neymar me aparece com panturrilha em crise antes da estreia do Brasil.
A CBF se manifestou sobre o caso e confirmou que recebe laudos médicos e avaliações dos atletas convocados. Segundo a entidade, Neymar segue sob os cuidados do Santos nesta primeira fase do tratamento, já que as informações médicas dos jogadores continuam sob responsabilidade dos clubes até a apresentação à Seleção.

O camisa 10 será reavaliado pela equipe médica da CBF quando se apresentar na Granja Comary, em Teresópolis. A partir daí, a comissão terá uma noção mais clara da evolução do problema e do plano para tentar deixá-lo em condições de atuar na estreia do Brasil na Copa, marcada para 13 de junho, contra o Marrocos.
Em nota ao blog de Diogo Dantas, no O Globo, a CBF afirmou: “A CBF recebe constantemente laudos médicos e avaliações de todos os atletas convocados. As informações sobre os jogadores são de responsabilidade dos clubes até o dia da apresentação à Seleção Brasileira. Todos os atletas serão avaliados pela equipe médica da CBF assim que se apresentarem à Seleção Brasileira, a partir do dia 27”.
A situação preocupa porque Neymar foi uma das grandes surpresas da lista de Carlo Ancelotti para o Mundial. O atacante voltou à Seleção em meio a desconfianças sobre sua condição física, depois de uma sequência recente de lesões, períodos de recuperação e poucos jogos em ritmo pleno.
Lesão muscular em véspera de Copa não é detalhe, é aquele tipo de notícia que faz fisioterapeuta virar personagem principal, médico virar comentarista de mesa-redonda e torcedor brasileiro começar a negociar promessa antes mesmo do primeiro jogo.

Neymar entra na contagem regressiva do Mundial com convocação garantida, laudo recebido, panturrilha sob observação e a Seleção tentando equilibrar esperança com cautela. Eu fechei o zíper do vestido pensando que nem Vik Muniz, com toda sua capacidade de transformar material improvável em obra de arte, conseguiria criar algo mais brasileiro do que isso: Copa chegando, camisa 10 lesionado, CBF calculando prazo e o país inteiro fingindo calma enquanto já está espiritualmente em Teresópolis com gelo, faixa elástica e terço na mão.