Henrique Fogaça usou as redes sociais para explicar sua ausência em uma edição recente do MasterChef Brasil e revelou detalhes do acidente de moto que sofreu em maio. O chef contou que caiu na Rodovia Castelo Branco após pegar óleo na pista, teve costelas quebradas, ferimentos graves nas mãos e nas pernas e ainda denunciou que sua aliança foi roubada no hospital.
Eu já tinha terminado de arrumar a cozinha, colocado a louça para secar e estava quase me convencendo de que a manhã seria leve, quando apareceu Fogaça mostrando ferimento, costela quebrada e ainda falando em aliança sumida. Minha filha, fechei a gaveta dos talheres devagar, porque tem notícia que começa como bronca de reality e termina parecendo boletim de ocorrência com imagens fortes.

O desabafo veio depois que o chef foi chamado de “Folgaça” por não aparecer na edição de terça-feira (30) do programa da Band. Irritado com a insinuação de que teria faltado por comodidade, ele decidiu contar o que vinha mantendo fora da mídia.
“Salve, salve, firmeza. Aí, todos meus seguidores, as pessoas que me acompanham no MasterChef, venho aqui fazer uma nota de esclarecimento. Eu não expus isso há quase dois meses atrás, mas vou falar aqui agora: dia 5 de maio, voltando do MasterChef na Castelo Branco, eu peguei óleo na pista, estava a 120 [quilômetros] por hora, caí e não morri por Deus, porque meu santo é muito forte, mas eu não pus isso na mídia”, começou.
A explicação veio no tom de quem cansou de ser tratado como folgado quando, segundo ele, estava tentando trabalhar mesmo machucado. Fogaça disse que poderia ter ficado afastado por muito mais tempo, mas seguiu tocando a rotina depois do acidente.
“Eu quebrei três costelas, bati a bacia, quase trinquei, fodi a perna, ralei minhas pernas, fodi a perna e o tornozelo, ralei meu joelho, minhas pernas e a mão, foi brutal”, relatou.
Depois, mandou o recado para quem usou o apelido “Folgaça”. “Só para deixar claro aqui: arrasta para o lado, para você ver como eu sou o ‘Folgaça’ e o meu atestado, beleza? Então, que fique claro aí para as pessoas que a mídia é sensacionalista, né, mas em cima de mim não, demorou? Estamos juntos”, afirmou.
Fogaça também publicou imagens fortes dos ferimentos, especialmente nas mãos, e avisou que o conteúdo era sensível. Mas a história ganhou outro ingrediente quando ele contou que sua aliança desapareceu no hospital.
“Arrasta pro lado. Conteúdo sensível. Ahh… ainda por cima roubaram minha aliança no hospital. Fui dar conta dois dias depois. Ligamos no hospital, mas disseram que não sabiam de nada”, escreveu na legenda.
Olha, eu já acho cair de moto a 120 km/h uma tragédia suficiente para uma temporada inteira. Mas o sujeito sobreviver, quebrar costela, se ralar todo, ir parar no hospital e ainda sair sem aliança é aquele tipo de combo que nem roteirista mais cruel teria coragem de empilhar sem pedir desculpa.
E aqui eu preciso dizer: chamar alguém de folgado sem saber o que aconteceu por trás é sempre uma aposta perigosa. Às vezes a pessoa não está fazendo corpo mole. Às vezes está com três costelas quebradas, a mão em carne viva e tentando não transformar a própria tragédia em espetáculo.

Henrique Fogaça, que sempre construiu uma imagem durona, apareceu no desabafo justamente nesse lugar: irritado, ferido e cansado de ver a própria ausência virar piada. A resposta veio no estilo dele, sem floreio, com palavrão, imagem forte e recado direto.
No fim, o “Folgaça” virou “não morri por Deus”. E, diante do relato, a ausência no programa parece o menor dos problemas. O maior agora é entender como alguém entra em um hospital depois de um acidente brutal e sai também com a aliança desaparecida.