Eu estou em Ibiza, com mais de 30 graus, derretendo na espreguiçadeira, e ainda assim parei tudo quando os números do TikTok Shop chegaram ao meu telefone. Porque um marketplace que desembarcou no Brasil há pouco mais de um ano e já entrou na conversa do varejo inteiro merece champanhe e merece coluna.
A pesquisa Consumo e Influência 2026, realizada pela YouPix em parceria com a Nielsen, mostra que 59% dos consumidores digitais brasileiros já conhecem o TikTok Shop. E o dado mais delicioso: 80% dos usuários afirmaram ter gostado bastante da experiência de compra. Aprovação nesse nível, no varejo on-line, é coisa que faz diretor de operação dormir sorrindo.

Tem mais número na mesa. Segundo o levantamento, 56% já compraram produtos diretamente dentro do aplicativo, enquanto 45% ainda não compraram, mas demonstram interesse. Traduzindo para o meu idioma: praticamente todo mundo que conhece a loja ou já passou o cartão ou está com o dedo coçando.
Agora, a estrela da história. Moisés Leal ocupa a primeira posição no ranking de vendedores da plataforma no país, com mais de 600 mil produtos vendidos como afiliado e cerca de R$ 30 milhões de faturamento. Ele atribui o resultado à combinação entre compra fácil, produto que cumpre o prometido e entrega dentro do prazo, elementos que geram o velho boca a boca, agora com o algoritmo trabalhando de graça no lugar do vizinho.
A visibilidade conquistada pelo posto também levou Moisés Leal a participar de uma Live Shop ao lado de Neymar e a visitar o SBT.
O detalhe estrutural que ajuda a explicar a entrada de novos criadores está nos requisitos para se tornar afiliado. Oficialmente, a plataforma exige 2 mil seguidores, mas, segundo Moisés, a ferramenta vem sendo liberada para contas com cerca de mil seguidores. Baixou a catraca, entrou gente.

Ele resume o negócio afirmando que ali “oportunidades reais são criadas” para quem entrega valor e aposta que essa ainda é apenas a fase inicial da consolidação do TikTok Shop no mercado brasileiro.
Há, porém, uma informação que precisa ser corrigida antes da publicação. A ficha metodológica enviada no material afirma que a pesquisa foi realizada entre 8 e 13 de maio de 2016, com 1.000 respondentes em um questionário on-line. O ano está evidentemente incorreto, já que o estudo se chama Consumo e Influência 2026 e analisa uma plataforma que ainda não operava no Brasil naquele período. A assessoria deve ser procurada para confirmar a data correta antes de a matéria ir ao ar.