Meu celular apoiado numa pedra em Cala Salada, sinal indo e voltando, e do outro lado uma chamada de vídeo de São Paulo me explicando a mecânica da repescagem com aquele entusiasmo de quem já viu o episódio. Eu ouvi tudo com a canga na cabeça de guarda sol. Vale a atenção.
A prova inicial leva o Festival de Parintins para dentro da cozinha. Os participantes serão divididos entre Caprichoso, de azul, e Garantido, de vermelho, numa avaliação inspirada na gastronomia do Amazonas. E aqui vem a novidade que nunca aconteceu no programa: os eliminados e os dez ainda classificados vão cozinhar lado a lado, no mesmo time.

São 1h45 para entregar um menu com prato principal levando pirarucu como item obrigatório e uma sobremesa que valorize ingredientes regionais. A avaliação fica com 30 influenciadores convidados, além de Erick Jacquin, Helena Rizzo e Henrique Fogaça. Trinta paladares convidados numa prova que decide quem volta e quem sai de vez, o que já explica o tamanho da tensão.

O desenho da disputa é cruel na medida certa. A equipe vencedora leva os repescados para a rodada final, e os demais integrantes sobem para o mezanino. No time derrotado, quem estava tentando regressar se despede definitivamente, e os colegas ainda saem com uma desvantagem grande no desafio da semana seguinte. Ninguém escapa ileso de uma noite dessas.

Na fase decisiva, cada um recebe um rótulo diferente da mesma marca de vinho e precisa criar uma receita a partir das características da sua versão. Não haverá os três minutos de mercado, e sim uma cesta com itens selecionados para harmonizar com a opção designada. Quem entregar o melhor trabalho garante o passaporte de volta e segue vivo na briga pelo troféu.