Marina Sena explicou por que não votará no segundo turno neste domingo. A cantora está em Portugal com a turnê “Coisas Naturais Europe Tour 2026” e afirmou que os compromissos foram marcados no início do ano, envolvendo equipes e profissionais de diferentes países.
Eu já tinha pedido minha feijoada e voltado para o sofá quando li o desabafo. Porque, numa eleição desse tamanho, qualquer ausência de quem se posiciona vira assunto, cobrança e tribunal de rede social antes de virar conversa.
“Votar pra mim é um ato importante que exerço desde meus 16 anos com muito compromisso, mas desta vez, falhei no segundo turno”, escreveu Marina. Ela disse que tentou encontrar uma rota que permitisse ir e voltar ao Brasil, mas a logística da turnê inviabilizou a viagem.

A cantora fez show no Porto no sábado e tem apresentação marcada em Lisboa neste domingo. Marina afirmou que não se trata de “apenas um show”, mas de uma estrutura inteira de trabalho, com pessoas que dependem daqueles compromissos para receber.
Eu mexi no aplicativo da entrega e pensei: isso é o que acontece quando a vida real encontra o calendário eleitoral. Não é um passeio de fim de semana que se cancela com uma mensagem, mas também é evidente que votar, especialmente agora, não é um compromisso pequeno.
Marina declarou apoio a Lula e disse que continuará usando suas redes para defender o candidato. Segundo ela, acreditava que a eleição seria decidida já no primeiro turno e que, por isso, a agenda europeia não entraria em choque com uma nova votação.

As críticas vieram pesadas, inclusive de quem questionou a situação dos trabalhadores ligados à turnê. André Janones saiu em defesa da artista e chamou de “palhaçada” a cobrança, argumentando que Marina se expôs politicamente e apostou, como muita gente, numa vitória já na primeira etapa.
Eu não vou fazer da feijoada uma CPI, mas uma coisa é certa: Marina não escondeu a ausência nem fingiu que ela não importava. Assumiu que falhou, explicou o motivo e manteve público o lado que escolheu. Em tempo de gente que some quando a democracia chama, isso também diz alguma coisa.