Eu bati o olho e pensei: minha filha, alguém chegou ao casamento decidida a não deixar a moda sentada na mesa dos convidados. Maria Braz escolheu Ferragamo para prestigiar, neste sábado, 29, o casamento de Ana Luiza Kadi e Pedro Felmanas, em São Paulo. E escolheu logo uma peça da coleção Inverno 2026 da maison italiana.
O vestido é longo, verde oliva metálico, com acabamento acetinado, modelagem fluida e decote profundo. As mangas amplas encontram uma construção assimétrica e uma longa cauda. É aquele tipo de roupa que entra no salão alguns segundos antes da dona. Eu respeito a logística.

E aqui está o detalhe que fez minha alma de perua abrir a planilha: o modelo saiu diretamente do universo criativo de Maximilian Davis, diretor criativo da Ferragamo. Na apresentação da coleção, a peça apareceu combinada a um amplo casaco também em verde oliva.

Maria fez outra leitura do look e deixou o vestido assumir o protagonismo. Sem o casaco da passarela, a construção fluida e o efeito metálico ficaram ainda mais evidentes. Alta moda também vive de edição. Quem sabe tirar uma peça na hora certa já entendeu metade da administração de ativos de um closet.

A escolha ainda coloca Maria Braz dentro de uma engrenagem que as grandes marcas de luxo conhecem muito bem. Uma coleção nasce na passarela, mas ganha uma segunda vida quando aparece em eventos de grande exposição social. Casamento com convidados conhecidos e fotografia circulando nas redes virou praticamente uma filial informal da fashion week.

A beleza foi assinada por Arthur Lordelo, enquanto os registros são de Gabriel Gardinni. E eu, que adoro quando roupa vem acompanhada de ficha técnica porque fofoca sem informação é apenas conversa de elevador, agradeço.
No fim, Maria Braz foi ao casamento como convidada e entregou Ferragamo de Maximilian Davis com sotaque próprio. O vestido já tinha feito sua estreia na passarela. Em São Paulo, ganhou o segundo expediente. E luxo, minhas queridas, também trabalha aos sábados.