Menu
Kátia Flávia
Kátia Flávia

Justiça Federal determina investigação contra Jenny Prioli sobre ataques a filho de Antonia Fontenelle

Decisão determina investigação pela Polícia Federal, proíbe referências à criança nas redes sociais e exige preservação de provas da transmissão no YouTube. Em caso de condenação por falas preconceituosas, Jenny e internautas poderão ser presos.

Kátia Flávia

05/11/2026 9h42

Justiça Federal determina investigação contra Jenny Prioli após caso envolvendo filho de Antonia Fontenelle.

Justiça Federal determina investigação contra Jenny Prioli após caso envolvendo filho de Antonia Fontenelle.

O caso envolvendo a influenciadora Jenny Prioli e o filho da apresentadora Antonia Fontenelle ganhou um novo desdobramento na Justiça Federal. Decisão judicial determina identificação de usuários envolvidos em comentários contra o filho de Antonia, preservação de provas digitais e proíbe influenciadora de fazer referências ao menor de idade, sob risco de suspensão de plataforma e outras medidas cautelares.

Em decisão proferida no dia 27 de outubro de 2026, a 1ª Vara Federal de São Carlos, em São Paulo, acolheu pedidos cautelares formulados no procedimento criminal e determinou medidas concretas para a proteção da criança e a apuração dos fatos.

Além de impor restrições diretamente à influenciadora Jennifer Prioli Cardozo, conhecida nas redes como Jenny Prioli, a Justiça determinou que a Polícia Federal seja notificada para instaurar inquérito policial destinado à investigação das condutas relatadas.

A apuração se estende também aos usuários que participaram da transmissão e fizeram comentários potencialmente criminosos contra o filho de Antonia. A identificação desses participantes vai depender da análise dos registros digitais requisitados judicialmente.

Jenny Prioli fica proibida de mencionar filho de Antonia Fontenelle

Um dos pontos mais relevantes da decisão é a imposição de medida cautelar pessoal contra Jennifer Prioli Cardozo. A influenciadora está judicialmente proibida de expor, comentar, reproduzir ou fazer qualquer menção ao nome, à imagem ou à voz do filho de Antonia Fontenelle, Salvatore, em suas redes sociais e transmissões.

A determinação também abrange referências indiretas à criança ou às suas relações familiares, inclusive manifestações apresentadas como esclarecimentos, justificativas ou retratações.

O descumprimento da decisão poderá resultar na suspensão imediata da plataforma digital da Jenny Prioli, mesmo que a atividade seja monetizada e constitua fonte de subsistência da influenciadora.

O magistrado também ressalvou a possibilidade de aplicação de outras medidas cautelares, inclusive prisão, observados os requisitos legais. A ordem judicial determinou a intimação urgente da influenciadora para cumprimento imediato da restrição.

Polícia Federal deve investigar fatos e possível participação de internautas

A decisão também determina a notificação da autoridade policial federal em Araraquara, no interior paulista, para instauração de inquérito policial. A investigação deverá apurar as circunstâncias da transmissão realizada em 6 de outubro de 2026 e as possíveis responsabilidades individuais decorrentes das manifestações dirigidas à criança.

A apuração não se limita apenas às ações da influenciadora durante a live. A Justiça também determinou o fornecimento de registros de usuários identificados na representação inicial, permitindo que as autoridades investiguem a autoria de comentários e eventuais infrações praticadas durante a transmissão.

Os registros poderão permitir a identificação dos responsáveis pelas manifestações, inclusive mediante análise de dados cadastrais, endereços IP e informações de acesso à plataforma.

A participação no chat, isoladamente, não se caracteriza como crime. Para que os envolvidos sejam punidos ou responsabilizados, a investigação precisará confirmar quem são os autores, avaliar a participação individual de cada um e provar o descumprimento da lei.

YouTube deverá entregar vídeo original

Outro ponto importante da decisão envolve a preservação de provas digitais. A Justiça Federal determinou que a Google Brasil, responsável pelo YouTube, preserve e disponibilize ao Juízo, sob sigilo, a versão integral e sem cortes da transmissão realizada em 6 de outubro de 2026 no canal de Jennifer Prioli.

A determinação também abrange o histórico de edições do vídeo, o registro integral do chat ao vivo, os comentários vinculados e os registros de conexão e acesso relacionados aos usuários especificados na representação.

A empresa terá prazo de dez dias, contado a partir da intimação, para cumprir a ordem. A medida busca assegurar que eventuais provas digitais sejam preservadas e possam ser examinadas pelas autoridades responsáveis pela investigação.

Justiça identifica indícios de possíveis crimes

A controvérsia teve origem durante uma transmissão na qual a influenciadora Jenny Prioli fez comentários sobre o filho de Antonia Fontenelle durante um momento de manifestação emocional relacionado à campanha eleitoral da mãe.

Segundo a notícia-crime, a criança foi exposta a comentários vexatórios e manifestações de possível caráter discriminatório durante a transmissão.

A ação enviada à Justiça aponta possíveis crimes de discriminação, caso que agora será apurado pelas autoridades competentes.

A Justiça identificou indícios de crime e determinou a preservação de provas e a proteção do menor envolvido. De acordo com a decisão, o conteúdo audiovisual mostra sinais claros de exposição vexatória e discriminação, destacando ainda que o material original passou por edições.

O procedimento tramita sob segredo de Justiça. O órgão também defendeu que Salvatore não seja ouvido nesta fase preliminar, por entender que os registros digitais já reunidos são suficientes para a apuração inicial, evitando uma possível revitimização.

O caso envolve a proteção da imagem, da dignidade e dos direitos da personalidade de crianças e adolescentes, assegurados pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.

A decisão marca uma virada no processo, que deixa o campo da mera denúncia e avança para a atuação prática da Justiça, com a abertura oficial de inquérito pela Polícia Federal. Jenny Prioli e os demais citados terão garantidos os direitos de ampla defesa e presunção de inocência durante as apurações. O caso tramita na Justiça Federal, que poderá adotar novas medidas conforme o desenvolvimento das investigações.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado