Fernanda Lima iniciou o cumprimento provisório da sentença contra Eduardo Costa e cobra R$ 144.550,17 por danos morais. A apresentadora também pediu pesquisa de bens e eventual bloqueio de ativos caso o cantor não faça o pagamento voluntariamente.
Eu saí do sofá e fui para a varanda do Cosme Velho, porque tem pauta que pede ar antes de pedir comentário. R$ 144 mil não caíram do céu nem foram parar na Justiça por capricho: são o desdobramento de uma fala de 2018 que Eduardo fez contra Fernanda nas redes.
Na ocasião, o cantor atacou a apresentadora após um vídeo do Amor & Sexo. “Essa imbecil com esse discurso de esquerdista… Será que essa senhora só faz programa pra maconheiro, pra bandido, pra esquerdista derrotado?”, escreveu ele.

Eu fiquei olhando para o verde da varanda e pensando na facilidade com que alguns homens tratam mulher que se posiciona como se fosse alvo de tiro ao alvo. Fala uma barbaridade, chama de opinião e depois descobre que palavra também chega com boleto, correção monetária e número de processo.
Fernanda entrou com a ação naquele mesmo ano. A indenização foi inicialmente fixada em R$ 70 mil e depois reduzida para R$ 50 mil pela Quarta Câmara de Direito Privado, mas juros e correção fizeram a cobrança atual chegar aos R$ 144,5 mil.
Eduardo se desculpou publicamente depois e afirmou ter sido um “babaca” pelo que disse. Os quatro últimos recursos apresentados pelo sertanejo foram negados, segundo a reportagem. Ainda assim, o procedimento é provisório porque ele pode buscar reversão da condenação.

Eu não tenho nada contra pedido de desculpas, meu amor, mas desculpa não é borracha jurídica. Quando a ofensa atravessa a tela, atinge reputação e vira processo, a conta não some porque alguém percebeu tarde demais que exagerou.
A defesa de Fernanda quer que Eduardo seja intimado a quitar a dívida e solicitou medidas para localizar patrimônio se não houver pagamento. As equipes jurídicas dos dois foram procuradas pelo UOL, e a decisão sobre os próximos passos ainda cabe à Justiça.
Eu voltei para dentro com uma certeza muito simples: quem chama mulher de “imbecil” porque ela pensa diferente precisa estar preparado para descobrir que respeito não é opcional e que a Justiça, às vezes, cobra com juros.