O Globoplay anunciou a coprodução internacional de “Space Nation”, nova série de ficção científica feita em parceria com a Ex Machina Studios e a Utopai Studios, durante o Marché du Film, em Cannes. Eu já estava em casa, no Cosme Velho, prestes a entrar no banho depois do pilates, com uma toalha no ombro e a coluna exigindo direitos trabalhistas, quando o telefone tocou direto dos Estúdios Globo. Minha filha, eu achando que o drama do dia era escolher entre shampoo hidratante ou reparador, e me jogam uma guerra espacial com ameaça alienígena, IA, Cannes e Globoplay no viva-voz. A água do chuveiro ficou esperando, porque ficção científica brasileira agora também atende por chamada urgente.
A produção terá oito episódios e será lançada como Original Globoplay no Brasil. O projeto reforça a estratégia da plataforma de investir em conteúdos premium e ampliar a presença em coproduções internacionais, aproximando o público brasileiro de histórias com alcance global e formatos mais ambiciosos.

A série foi criada por Marco Weber e Martin Weisz e se passa em um futuro próximo, no qual a sobrevivência da humanidade depende de uma nova geração de pilotos de elite diante de uma ameaça alienígena sem precedentes. A trama mistura ação, drama político e conflitos emocionais em uma guerra espacial de grande escala. Ou seja: não é só nave bonita cruzando tela escura. Tem tensão, disputa de poder e gente provavelmente tomando decisão errada enquanto o planeta inteiro depende dela.
“A parceria com a Ex Machina Studios para a produção de Space Nation reforça a estratégia do Globoplay de investir em histórias com grande potencial criativo e relevância global, sempre a partir de uma curadoria cuidadosa de conteúdos capazes de dialogar com diferentes públicos. As coproduções internacionais têm um papel cada vez mais importante nessa construção, ampliando nosso acesso a talentos, formatos e narrativas inovadoras, ao mesmo tempo em que fortalecem o posicionamento do Globoplay como uma plataforma conectada às principais movimentações da indústria audiovisual mundial”, afirmou Manuel Belmar, diretor de produtos digitais da Globo.

Marco Weber, CEO da Ex Machina Studios, será produtor executivo da série. Ele tem no currículo títulos como “Brooklyn’s Finest”, “Igby Goes Down” e “The Thirteenth Floor”. Martin Weisz assina a direção dos oito episódios e divide a criação da produção com Weber. O roteiro é de Vanessa Coifman e Weisz, com Coifman também como produtora executiva.
Um dos pontos mais chamativos do projeto é o uso de ferramentas de Inteligência Artificial na produção. Segundo o anúncio, o trabalho será feito em alinhamento contínuo com os sindicatos de Hollywood, com compromisso de consentimento, proteção e participação significativa dos artistas em todos os níveis.
O acordo amplia o movimento da plataforma de fortalecer o catálogo com produções internacionais e projetos desenvolvidos ao lado de players globais da indústria. A ideia é unir narrativas de alcance mundial com a curadoria e a identidade editorial do Globoplay, que já reúne novelas, séries, realities, humorísticos, documentários, filmes, títulos internacionais e transmissões ao vivo.
O Globoplay saiu de novela, reality e futebol para botar piloto de elite enfrentando alienígena em coprodução anunciada em Cannes. Eu fiquei parada na porta do banheiro, cabelo pedindo socorro e a cabeça tentando processar que o streaming brasileiro agora quer brigar também no espaço sideral. O banho esperou e a humanidade, pelo visto, vai depender de oito episódios para sobreviver. Se até o alienígena tiver assinatura premium, eu desisto e volto para o pilates.