Vinte e seis graus, céu meio fechado, e eu correndo com a manhã porque hoje tem Angra com as amigas. Estava me organizando, juro que estava, quando peguei o celular só para ver a hora e dei de cara com a Giovanna Gold. Parei tudo. Gente.
Recém saída de A Fazenda 18, ela gravou um vídeo na noite de sexta, ainda de cabelo molhado, e foi direto ao ponto: “Oi, gente. Cheguei de São Paulo, sofri um golpe e roubaram todo o meu dinheiro”. Repetiu “todo o meu dinheiro”, como quem ainda não acreditou. Disse que está “com menos R$ 3 mil no banco”, que aceita qualquer ajuda, e postou o Pix.
Agora vem o detalhe que me gelou. Segundo a própria Giovanna, os criminosos se passaram por gente da Justiça. “Não me passou pela cabeça que o meu advogado não era meu advogado, que o promotor não era o promotor”, contou. Ou seja: ela acreditou estar falando com o próprio advogado. Fui reler e reparei que ela fala em “meu advogado”, como alguém que tem advogado e conhece o assunto. Que assunto era esse, ela não explicou. Quanto levaram, também não disse. Nem como os golpistas chegaram até ela.
O que ela contou foi o resto do dia, e é de cortar o coração. Que já contestou tudo no banco. Que só conseguiu tomar banho às sete da noite, que é a hora em que ia sair para almoçar. Que vai fazer o boletim de ocorrência. Falou em “guerra espiritual que se concretizou” e disse que acha que caiu porque está “com desordem mental”. E soltou um “não posso me odiar mais” que dói de ouvir.
Nos comentários, a turma correu para segurar a mão dela. “Meu Deus, Gigi, forças! Vamos ajudar, sim”, escreveu Fabi Rodrigues. Outro seguidor lembrou que erro é coisa de gente e que dá para recuperar.
Vou para Angra, sim. Mas o celular vai junto, porque essa história não terminou: faltam o boletim, a resposta do banco e o valor. E, Giovanna, se serve de alguma coisa, quem tem que se odiar aqui é quem fingiu ser promotor.