Gil do Vigor usou os stories neste fim de semana para relatar que a mãe, Jacira Santana, pediu o preço de uma garrafa de vinho e não recebeu resposta, ouvindo apenas que naquele espaço ficavam os produtos de maior valor. O economista decidiu não revelar o nome do estabelecimento a pedido dela, mas avisou que pretende voltar ao local para conversar sobre o episódio.
Eu estava resolvendo umas contas, com o telefone entre o ombro e a orelha, quando os stories do Gil do Vigor começaram a pipocar, um atrás do outro. Parei tudo. Quando ele fala assim, sem edição e sem papas na língua, é porque a coisa foi feia mesmo.

O episódio aconteceu em um mercado. Jacira Santana havia ido comprar bebidas para receber amigos em casa, viu uma garrafa de vinho e perguntou o preço. A funcionária não informou o valor. Segundo o relato de Gil, ela apenas respondeu que os vinhos ficavam mais atrás. Quando Jacira insistiu, perguntando se aquele produto também não era um vinho, ouviu que naquela prateleira estavam os rótulos de maior valor.
Nos stories, Gil do Vigor questionou se a atendente teria “bola de cristal” para saber quanto a mãe dele poderia ou não pagar. Ele afirmou que não cabe ao funcionário julgar a condição financeira de um cliente e que a obrigação de quem atende é simplesmente informar o preço. Economista e com experiência em atendimento ao público, Gil destacou que o tratamento deve ser igual para todos, independentemente do dinheiro que cada pessoa tenha no cartão.
A parte que mais chama atenção é a reação de Jacira Santana. Ela contou que preferiu não discutir com a funcionária e admitiu que já viveu situações parecidas outras vezes. Disse que sequer foi olhada e que infelizmente já está acostumada com esse tipo de tratamento. Quando alguém diz que está acostumado, a frase revela muito mais do que aquele episódio isolado.
Gil também reforçou que ninguém deveria ser tratado de forma diferente por causa da aparência ou de suposições sobre sua condição financeira. Em tom de indignação, perguntou se a mãe agora precisaria andar de Dolce & Gabbana para ser atendida como qualquer outra cliente.

O economista afirmou que respeitará o pedido da mãe e, por isso, não divulgará o nome do estabelecimento. Ainda assim, avisou que pretende voltar ao local para conversar pessoalmente sobre o ocorrido. Eu vou acompanhar essa visita, porque loja que erra no atendimento costuma agir rápido quando o cliente tem milhões de seguidores. O problema é que a maioria das Jaciras deste país não tem um filho famoso para levantar a voz por elas.