Menu
Kátia Flávia
Kátia Flávia

Gabriela Spanic chora e implora socorro internacional após terremoto duplo na Venezuela

A intérprete de A Usurpadora gravou um desabafo entre lágrimas pedindo que o mundo não vire as costas para o país soterrado. E cobrou: importa mais o futebol.

Kátia Flávia

25/06/2026 18h15

whatsapp image 2026 06 25 at 06.54.52.jpeg

Gaby Spanic surge aos prantos após terremoto na Venezuela

Cheguei em Petrópolis faz poucas horas para passar o fim de semana com as meninas, ainda nem tinha desfeito as malas direito quando o telefone tocou. Era o Téo, meu contato que vive grudado nas novelas mexicanas, com a voz trêmula me mandando largar tudo e assistir a um vídeo na mesma hora.

Apertei o play e dei de cara com Gabriela Spanic, a mesma que o Brasil conheceu como as gêmeas de A Usurpadora, completamente desabada, o rosto inchado de tanto chorar. A Venezuela rachou ao meio na quarta-feira sob dois terremotos que vieram quase colados, com trinta e nove segundos separando um do outro, e a atriz não se segurava diante das imagens dos prédios desabando em Caracas.

Traduzi cada palavra que ela soluçava no vídeo. Spanic implorava ao mundo que tivesse a coragem de socorrer a Venezuela, de ajudar o país a reencontrar a paz e a resgatar tanta gente que perdeu a casa e que segue soterrada neste exato momento. O Téo me confirmou os números que chegam de lá e que me deixaram sem chão, mais de cento e sessenta mortos e quase mil feridos, com famílias inteiras ainda presas embaixo dos escombros.

Vista aérea mostra extensos danos em Maiquetía esta manhã após o terremoto de ontem, logo ao norte do aeroporto de Caracas

“A Venezuela não estava preparada para isso”, ela repetiu, lembrando que o país nunca tinha enfrentado um tremor dessa força e que não tem ambulância nem hospital para dar conta de uma desgraça desse tamanho. Foi aí que a Spanic soltou a frase que me cortou, dizendo que em boa parte do mundo importa mais o futebol do que a vida do povo dela, que para muita gente a Copa fala mais alto enquanto os venezuelanos agonizam debaixo do concreto.

De acordo com informações divulgadas pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), os abalos sísmicos ocorreram na região costeira da Venezuela e foram percebidos em diversos países da América do Sul

Desliguei o vídeo e fiquei um tempo calada, olhando a serra de Petrópolis pela janela, pensando que nenhuma vista bonita tapa o tamanho dessa dor. Se cada um de nós que está bem mandar um pingo de ajuda para quem ficou sem nada, talvez a Gabriela tenha menos motivo para chorar amanhã

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado