O vídeo mostrava Cristian Cravinhos segurando um taco de madeira ao lado de outros criadores de conteúdo adulto. Internautas associaram a cena ao crime pelo qual Cravinhos foi condenado, o assassinato do casal Manfred e Marísia von Richthofen, pais de Suzane von Richthofen, em 2002. Depois da repercussão negativa, o conteúdo foi removido e os envolvidos afirmaram que não houve intenção de fazer referência ao caso.
O Fatal Fans não aceitou a explicação e cortou o vínculo com os três criadores. Em comunicado oficial publicado nas redes sociais, a plataforma disse representar quase um milhão de criadoras e criadores de conteúdo no Brasil e afirmou que qualquer associação com práticas ilegais ou que ponha em risco a credibilidade da categoria é um retrocesso que não pretende aceitar.

O caso reacende uma discussão antiga sobre como o mercado de conteúdo adulto tenta se descolar do estigma social, ao mesmo tempo em que precisa lidar com episódios que ligam nomes da plataforma a crimes reais e de repercussão nacional. O assassinato do casal von Richthofen segue como um dos crimes mais lembrados da história recente do país, o que deixa qualquer associação, ainda que involuntária, especialmente sensível.
Para quem acompanha o setor, o episódio mostra que plataformas de conteúdo adulto estão cada vez mais atentas à própria reputação e dispostas a cortar criadores rapidamente quando um caso ganha repercussão negativa, independente do tamanho da audiência que esses perfis geram.
Quando o crime é real e a dor também é, não tem deboche que caiba. O Fatal Fans fez o que tinha que fazer, e rápido.