O telefone tocou às sete da manhã e eu nem tinha coado o café aqui em Portugal. Era gente da casa avisando que hoje é dia de Deha no Globoplay. Arrepio na nuca na hora, porque turca premiada com Emmy não chega pra brincar.
Devran é um prodígio da matemática. Fez uma descoberta inovadora, ganhou bolsa numa das maiores universidades dos Estados Unidos e já planejava vida nova ao lado de Esme. Aí volta Iskender, o pai que sumiu quando ele era criança, e tudo que o menino construiu entra em xeque.
E não para por aí. Boran, o irmão caçula, começa a se aproximar, e o desejo de justiça de Devran vai virando sede de vingança. Família turca não resolve nada no almoço de domingo, resolve no grito.
A novela levou o Emmy Internacional de Melhor Telenovela em 2025, e na emissora ninguém esconde a aposta. Os capítulos saem toda semana no Globoplay e, a partir de dezembro, a trama chega ao canal Globoplay Novelas. Me disseram baixinho que a ideia é repetir o vício que as turcas já provocaram no Brasil.
O protagonista é Aras Bulut İynemli, o mesmo que fez o país inteiro chorar em Milagre na Cela 7. Quem viu sabe: esse homem chora e a gente chora junto. Ao lado dele estão Uğur Polat, Taner Ölmez, Onur Saylak, Melis Sezen, Ahsen Eroğlu e Seda Akman.
Esme já é minha filha. Moça que segura a mão de um gênio atormentado merece proteção total, e eu vou defender essa menina até o último capítulo. Iskender, por outro lado, já entra devendo. Pai que abandona filho e reaparece quando o garoto vira sucesso não ganha minha simpatia, ganha meu dedo na cara.
Estou fechada com Devran. Minha previsão é que ele vai descobrir que nenhuma equação resolve ferida de pai, e que Esme vai ser o porto seguro dele no meio do furacão. E Iskender? Quero ver esse homem pagar cada ano de ausência, com lágrima e tudo.
Isso aqui veio de quem sabe, gente, eu não invento nada.