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Kátia Flávia
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Carnaval chegando: o que dá para fazer na estética antes da folia, e o que pode virar dor de cabeça

Dr. Josué Montedonio explica quais tratamentos ainda podem ser feitos com segurança antes do Carnaval e o que deve ser adiado

Kátia Flávia

10/02/2026 12h00

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Cirurgião plástico alerta que “a estética é consequência do planejamento” e aponta os perigos de tratar o corpo como um acessório adaptável. Foto: divulgação

Com a proximidade do Carnaval, cresce também a busca por procedimentos estéticos. É comum a vontade de “chegar melhor”, se sentir mais confiante e aproveitar a festa com a autoestima lá em cima. O problema é quando essa pressa atropela o planejamento, e transforma um desejo legítimo em frustração, complicação ou até risco à saúde.

Segundo o cirurgião plástico Dr. Josué Montedonio, um dos erros mais frequentes é tentar encaixar procedimentos estéticos dentro da agenda social. “Cirurgia plástica e procedimentos estéticos não funcionam como algo que se adapta a compromissos. Estética é consequência de saúde, planejamento e tempo. Não existem atalhos sem custo”, alerta.

A lógica é simples: o Carnaval passa, mas o corpo continua em recuperação. E quando isso não é respeitado, o que fica pode ser um resultado comprometido, cicatriz mal cuidada ou uma complicação que poderia ser evitada.

Nem tudo combina com pressa

Mesmo procedimentos considerados simples podem gerar efeitos temporários que não combinam com calor, álcool, sol e longas horas de exposição, cenário típico do Carnaval.

É o caso dos preenchimentos com ácido hialurônico, especialmente em lábios, mandíbula e olheiras. “Pode haver inchaço, pequenos hematomas ou até assimetrias transitórias. Bebida alcoólica e calor tendem a piorar esses quadros”, explica o médico.

Procedimentos corporais invasivos ou minimamente invasivos também merecem atenção. Apesar da promessa de recuperação rápida, eles costumam gerar inchaço, dor, restrições de movimento e necessidade de cuidados específicos, o que entra em conflito direto com a rotina intensa da folia.

Existe ainda um fator que não pode ser ignorado: o tempo biológico de recuperação. Exposição solar, aumento do inchaço, risco de infecção e prejuízo à cicatrização fazem parte da equação quando o corpo não tem o descanso adequado.

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Segundo Dr. Josué Montedonio, procedimentos invasivos e cirurgias plásticas exigem repouso absoluto e não combinam com a agitação dos blocos e desfiles. Foto: reprodução/Instagram

O que pode ser feito antes do Carnaval, com segurança

Com planejamento e indicação correta, alguns procedimentos podem sim ser realizados antes da festa:

Toxina botulínica (botox): pode ser aplicada até cerca de duas semanas antes do Carnaval. O efeito começa a aparecer em poucos dias e não exige afastamento das atividades.

Skin booster e biostimuladores leves: quando feitos com antecedência adequada, ajudam a melhorar textura, viço e qualidade da pele.

Tratamentos dermatológicos superficiais: limpeza de pele, lasers leves, peelings superficiais e tecnologias como Ultraformer podem ser considerados, desde que não provoquem descamação intensa ou sensibilidade exagerada ao sol.

Ainda assim, mesmo nesses casos, é importante lembrar: inchaços e pequenos hematomas podem acontecer — e ninguém quer lidar com maquiagem limitada, sensibilidade ou desconforto em pleno Carnaval.

O que é melhor deixar para depois da folia

Alguns procedimentos definitivamente não combinam com esse período. Cirurgias plásticas em geral, como lipoaspiração, abdominoplastia e mamoplastia, exigem repouso, uso de malhas, curativos, restrição solar e controle rigoroso de atividades.

“O calor, o álcool e o excesso de esforço aumentam o risco de infecção, trombose e comprometimento da cicatriz. A menos que a pessoa vá usar esse período para descansar, e não para festejar, o ideal é adiar”, reforça Dr. Josué.

Planejamento é o verdadeiro segredo da estética

No fim das contas, o melhor procedimento não é o mais rápido, é o que é feito na hora certa, com indicação correta e sem pressa. Planejar com responsabilidade é o que separa quem cuida da própria saúde de quem corre riscos desnecessários.

“O Carnaval passa. O corpo fica. E o resultado também”, conclui o cirurgião.

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