Amores estou aqui enlouquecida , entre um café forte, uma drenagem marcada e um grupo de WhatsApp de gente rica que jura não ver televisão, mas sabe tudo antes do intervalo, quando o nome de Roberto Cabrini ( ícone !) começou a pipocar. O homem foi atrás da história da patroa acusada de torturar uma empregada doméstica grávida e voltou com aquele tipo de material que deixa o Brasil olhando para a tela com vergonha alheia da própria elite. A fofoca aqui é pesada, tem polícia, presídio, áudio e uma acusação que dá embrulho no estômago.
No Domingo Espetacular, Cabrini mostrou a entrevista com Carolina Sthella Ferreira dos Anjos, empresária presa após ser acusada de agredir e torturar a doméstica Samara Regina Dutra Soares. A vítima estava grávida e teria sido atacada depois de ser acusada de furtar um anel. Segundo a investigação, a confusão saiu da suspeita doméstica e entrou no terreno do horror, com agressões, ameaça e uma denúncia formal que levou a caso de polícia.

O ponto que faz a história crescer agora é que Cabrini encontrou outra mulher que também teria sido vítima de Carolina. A ex-funcionária relatou situação parecida e já teria processado a empresária por calúnia após ser acusada de furto. Ou seja, a reportagem tirou o caso do episódio isolado e colocou uma pergunta enorme na sala de jantar, quantas mulheres passaram por essa casa antes de alguém finalmente ouvir?
Carolina, diante de Cabrini, negou as acusações e disse que a versão da empregada não seria verdadeira. Só que a Record exibiu áudios atribuídos à empresária em que ela teria narrado agressões, com detalhes que deixam qualquer salão de beleza em estado de velório. Minha filha, tem gente que fala em grupo de mensagem como se estivesse contando vantagem de viagem para Miami, até descobrir que áudio também sabe virar prova, manchete e ruína social.
A polícia prendeu Carolina em Teresina, no Piauí, por ordem da Justiça do Maranhão. Ela é investigada por crimes como tortura, lesão corporal, ameaça e constrangimento ilegal. Cabrini fez o que sabe fazer, colocou câmera, pergunta e constrangimento no mesmo cômodo, e aí a pose de madame começa a derreter mais rápido que base cara no calor de Bangu.
No fim, o caso não rende porque tem barraco, rende porque expõe uma brutalidade antiga com embalagem de condomínio fechado. A empregada grávida virou notícia porque sobreviveu para contar, e a outra vítima apareceu para lembrar que certas casas têm fachada bonita e bastidor de filme de terror. Se essa história fosse novela, iam dizer que o vilão está caricato, mas o Brasil insiste em entregar roteiro pior ao vivo.
Confira o vídeo: