Eu estava em Sintra, tomando uma bica, quando me deparei com imagens que me fizeram esquecer por alguns minutos os escândalos do mundo dos famosos. Centenas de crianças reunidas em Moçambique, na África, esperando para receber alimentos. Por trás da iniciativa, um nome que muita gente associa imediatamente a carros de luxo, festas milionárias e polêmicas: Buzeira.
Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira, voltou a chamar atenção depois que um vídeo de uma ação solidária começou a circular nas redes sociais. As imagens mostram uma longa fila de crianças e uma estrutura organizada para a distribuição de alimentos. O registro foi divulgado pelo irmão do influenciador e recebeu manifestações de apoio de seguidores.

Mas a história vai além dessa distribuição. Segundo informações publicadas pelo The Music Journal e reproduzidas pelo Terra, Buzeira contribui há alguns anos com comunidades vulneráveis no continente africano. As iniciativas incluem doações financeiras, fornecimento de alimentos e recursos destinados à construção de poços artesianos.
Um dos pontos destacados é que as campanhas de assistência continuaram mesmo durante o período em que o influenciador esteve detido. As informações indicam que o trabalho solidário não ficou limitado à participação presencial dele.
Conhecido pela ostentação e pelo estilo de vida milionário, Buzeira também tem seu nome associado a projetos de assistência social. E aqui existe uma realidade que merece atenção: para crianças em situação de vulnerabilidade, o acesso à alimentação e à água potável representa uma necessidade básica.
Não vou romantizar a pobreza, porque criança precisando entrar em fila para receber comida não é espetáculo para ninguém. É uma realidade dura, que exige muito mais do que vídeos bonitos e comentários nas redes sociais.
E foi justamente isso que me marcou nas imagens. Enquanto tanta gente discute a fortuna e os luxos de influenciadores, centenas de crianças aparecem esperando por algo muito mais simples: comida.
A verdadeira notícia está ali, naquela fila. E nenhuma ostentação deveria ser maior do que a importância de ajudar a diminuir o sofrimento de quem precisa.