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Kátia Flávia
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Brunna Gonçalves relata recusa alimentar da filha com Ludmilla durante dentição

Zuri passou a rejeitar refeições durante o nascimento dos dentes. Pediatras explicam quando a dificuldade alimentar exige atenção.

Kátia Flávia

19/10/2026 12h30

Brunna Gonçalves relatou dificuldades na alimentação da filha Zuri, fruto de seu relacionamento com Ludmilla, durante o nascimento dos dentes.

Brunna Gonçalves relatou dificuldades na alimentação da filha Zuri, fruto de seu relacionamento com Ludmilla, durante o nascimento dos dentes.

Meus amores, eu estava aqui em Madrid, nas proximidades da Plaza Mayor, resolvendo os últimos detalhes antes de embarcar para Lisboa mais tarde, quando entrei numa chamada de vídeo sobre um assunto que deixa qualquer família de cabelo em pé: bebê que começa a recusar comida. E o caso era justamente o de Zuri, filha de Brunna Gonçalves e Ludmilla. Minha filha, eu parei tudo! Porque uma coisa é criança fazer cara feia para a papinha. Outra é começar a rejeitar refeições inteiras. Aí a preocupação entra na conversa antes mesmo da pediatra.

Brunna contou aos seguidores, em março, que Zuri, então com cerca de dez meses, estava com os dentes superiores nascendo e demonstrava desconforto durante as refeições. A menina passou a rejeitar frutas, almoço e jantar, aceitando melhor o leite e algumas preparações mais macias. A família buscou alternativas com orientação da pediatra que acompanha a criança.

E foi justamente esse detalhe que me fez querer entender melhor o assunto. Até que ponto a recusa alimentar é uma fase normal? E quando deixa de ser apenas uma dificuldade passageira?

A pediatra Renata Castro explica que a introdução alimentar é um processo de aprendizagem. O bebê precisa conhecer sabores, temperaturas e texturas, além de desenvolver habilidades para mastigar e engolir. A aceitação varia, e uma refeição recusada não significa necessariamente que exista um problema.

O nascimento dos dentes também pode interferir. Segundo a pediatra Ana Carolina Viégas, o desconforto na gengiva pode deixar alguns bebês mais irritados e menos interessados em determinados alimentos. Preparações com texturas diferentes podem ser mais bem aceitas temporariamente. Mas atenção: nem toda recusa deve ser atribuída à dentição.

E aqui vem um alerta importante. Insistir para que o bebê coma pode piorar a situação. As especialistas orientam respeitar os sinais de fome e saciedade, oferecer alimentos adequados à idade e evitar transformar a mesa numa disputa. A repetição da oferta faz parte do aprendizado, mesmo quando a primeira tentativa termina com a colher intacta.

Outro ponto merece cuidado: depois dos seis meses, o leite materno ou a fórmula continuam importantes, mas os alimentos complementares passam a contribuir com nutrientes essenciais, especialmente o ferro. Recusa persistente, perda de peso, redução das fraldas molhadas ou dificuldade para engolir são sinais que exigem avaliação pediátrica.

E eu terminei a conversa pensando no quanto a maternidade é atravessada por cobranças. Brunna e Ludmilla vivem cercadas de atenção, mas enfrentam questões que também aparecem na rotina de tantas famílias brasileiras. O relato de Brunna ajuda a abrir uma discussão necessária sobre alimentação infantil, sem transformar uma dificuldade comum em diagnóstico.

Agora preciso terminar de organizar minhas coisas para embarcar de Madrid para Lisboa. Mas vou deixar uma observação antes: bebê não segue roteiro de adulto, muito menos horário de assessoria. Quando a alimentação começa a comprometer a saúde, o acompanhamento profissional precisa entrar em cena. E nisso não cabe improviso.

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