Acordei aqui em Milão com o celular vibrando por conta do BBB 26, o que só acontece quando a noite foi boa de verdade. E foi. Domingo (29) foi daqueles dias de modo turbo que a Globo ama colocar no calendário para a gente não dormir em paz: eliminação de Alberto Cowboy de tarde, Prova do Líder à noite, novo paredão formado e enquete aberta antes de qualquer um ter processado o que aconteceu.
Ana Paula Renault venceu a liderança pela segunda vez, numa prova em duas etapas que misturou caçapa e roleta. Com três pulseiras na mão, levou Samira e Tia Milena para o VIP. A indicação ao paredão foi Solange Couto, justificada ao vivo com uma carga emocional considerável: a líder contou que teve uma conversa horrorosa com a atriz e disse que não tinha mais como não agir. Marciele Albuquerque entrou na berlinda pelo Big Fone, acionado por Milena Lages, e Jordana Morais foi a mais votada pela casa, com três votos no confessionário.
O termômetro digital foi imediato. A enquete do Notícias da TV com mais de 35 mil votos já mostra Solange Couto com 78,86% de rejeição, contra 13% para Marciele e apenas 8% para Jordana. Nos comentários das redes, o nome de Solange está em tendência desde a madrugada, mas o tom é menos de torcida e mais de análise cirúrgica do comportamento dela nos últimos episódios.
O que chama atenção aqui é o arco de Solange dentro do jogo. A atriz entrou com uma aura de figura respeitada, o tipo de participante que o público tende a proteger nas primeiras semanas. Só que a convivência foi revelando camadas que o fã de telenovela não esperava, e a “conversa horrorosa” que Ana Paula mencionou ao vivo certamente vai render edição na terça. A Globo não vai deixar esse gancho passar.
O resultado oficial sai na terça (31). Pela enquete, Solange vai ouvir o Tadeu Schmidt chamar o nome dela, e o Brasil vai assistir com aquela energia específica de quem já sabia o fim mas quis ver mesmo assim.