Gente, eu mal consigo segurar a taça! O Brasil acabou de passar por cima do Japão e eu estava aqui pulando de salto e tudo, quando o meu celular vibrou com uma fofoca catarinense que casa perfeitamente com o meu estado de euforia: a Azimut, aquela grande dame italiana dos iates, decidiu desembarcar com a alta cúpula da sua produção bem ali no Marina Itajaí Boat Show.
E não veio com qualquer coisa, minhas peruas do mercado. Ela vai atracar duas divas que custam o olho da cara: a Grande 25 Metri, avaliada a partir de R$ 45 milhões, e a Grande 27 Metri, que sai por nada menos que R$ 60 milhões. São as duas protagonistas do reality bilionário da náutica nacional, e o detalhe mais delicioso é que as duas nasceram exatamente na cidade onde vão desfilar, em Itajaí, Santa Catarina.

Aqui entra a treta corporativa mais charmosa do ano. A operação brasileira da Azimut tem status de filha predileta no clã. É a única fábrica que a gigante italiana mantém fora da Europa, a herdeira que ganhou o passaporte VIP da família. E a matriarca de Turim resolveu provar amor com dinheiro: confirmou um aporte de R$ 120 milhões nos próximos três anos, com direito a expansão, treinamento e mais postos de trabalho. Quando bilionário gosta, ele transfere PIX, e este aqui veio gordo.
O CEO da casa, Carlo Alberto Sisto, que eu apelidei carinhosamente de o Maestro de Itajaí, soltou o verbo dizendo que apresentar essas duas embarcações no evento tem significado estratégico, porque são os ativos mais refinados da produção brasileira exibidos justamente onde foram parar… digo, fabricados. Ele garante que a engenharia nacional amadureceu e que o brasileiro de grife agora quer barco grande, tecnológico e com aquele charme de quem entende de mar.
E olha o plot twist que ninguém viu chegando: a matriz italiana escolheu o Brasil para o lançamento global da Grande 25 Metri. Isso mesmo, o tapete vermelho mundial passou por aqui. O modelo já emplacou mais de dez encomendas em menos de um ano, todas assinadas por compradores brasileiros, com a tropa de ouro concentrada no Sul e no Sudeste. É o nosso ricaço fazendo questão de chegar por último na festa só para entrar com a embarcação mais cara do salão.

O Maestro ainda me explicou a tal teoria do upgrade patrimonial, que eu rebatizei de a escadinha do milionário. Funciona assim: o sujeito entra no mundo náutico com um barquinho de iniciante e vai subindo de categoria como quem troca de affair, até parar numa embarcação que replica a infraestrutura de uma mansão de 350 metros quadrados, só que flutuando e com a complexidade de um arranha-céu sobre as ondas. A graça é que essa mansão atraca onde o dono quiser e ninguém fica sabendo o endereço.
Para fechar com chave de ouro essa minha noite já regada a vitória e champagne, a Azimut soltou que vai começar ainda este ano a produção nacional de um novo modelo de 30 metros, com soluções inéditas no mercado náutico mundial, que vai morar de vez no portfólio de Itajaí. Ou seja, a novela catarinense dos iates de luxo está só começando, e eu já estou com a próxima taça na mão esperando o capítulo seguinte. Beijos, e que venha o título!