Marianna Armellini revelou que marca horário para ter intimidade com o marido, Bruno Federici, e eu confesso que essa sinceridade me pegou entre uma mensagem e outra como uma taça de água gelada na fantasia romântica nacional. A atriz, que passou por novelas como “Alto Astral”, “Êta Mundo Bom”, “Salve-se Quem Puder” e “Família é Tudo”, falou sem maquiagem emocional sobre casamento, rotina e desejo.
Em entrevista ao podcast “Louva a Deusa”, Marianna contou que combina horário com o marido, com quem está há 10 anos. “Eu marco horário pra transar. Deixa eu explicar uma coisa: no casamento, não tem mais encanto. Acabou o encanto. Acabou o encanto no primeiro cocô, lá atrás. Um ano de relacionamento, acabou o encanto. A gente fica achando que para sempre vai ser aquele namoro”, disse.



A atriz, de 48 anos, também criticou a ideia de tratar o marido como um “eterno namorado”. Para ela, a vida a dois muda de formato com o tempo e passa a envolver mercado, casa, rotina, filhos para quem tem, cachorro para cuidar e contas invisíveis que ninguém coloca no álbum de casamento.
Marianna ainda comparou a vida conjugal à diferença entre visitar a Disney e trabalhar na Disney. “Quando você trabalha, você vai ver a Minnie fumando, as princesas se pegam à noite, o Capitão Gancho bateu em não sei quem, então você tem que ter subterfúgios para driblar isso aí”, afirmou. Minha filha, essa metáfora devia ser impressa em convite de casamento antes do buffet.
No caso dela, até os cachorros entraram na logística. A atriz contou que os animais atrapalham a intimidade do casal e que, por isso, aproveita quando eles estão na creche e o marido chega mais cedo. “Os cachorros estão na creche, Bruno chegou mais cedo, é a hora. Resolve”, disse.
Marianna também rejeitou a ideia de esperar o clima perfeito aparecer sozinho. “Se você esperar rolar um clima num casamento… a gente com a libido não sei aonde, o cara chega cansado, não tem clima. O mundo está acabando, a gente liga a TV é guerra, as coisas acontecendo, ninguém tem clima”, completou.
Traduzindo para quem ainda acredita em lençol de propaganda: Marianna não matou o romance, só contou onde ele mora depois de 10 anos de relação. Às vezes, minha gente, o amor não vem com violino, pétala e luz baixa. Vem com cachorro na creche, horário combinado e duas pessoas tentando manter a parceria viva no meio do boletim do mundo acabando.