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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Antônio Pitanga protagoniza filme baiano que mistura terror social e psicológico

Kátia Flávia

06/06/2025 11h00

"A Solidez da Água", novo longa de Aldri Anunciação, marca encontro de gerações e reflexões profundas sobre identidade, memória e destino

“A Solidez da Água”, novo longa de Aldri Anunciação, marca encontro de gerações e reflexões profundas sobre identidade, memória e destino

O veterano Antônio Pitanga está de volta às telas como protagonista de “A Solidez da Água”, novo filme do ator, dramaturgo e diretor Aldri Anunciação, um dos principais nomes da cena teatral e cinematográfica brasileira contemporânea. A obra é uma adaptação cinematográfica da peça “Embarque Imediato”, parte da “Trilogia do Confinamento”, que também inclui “Namíbia, Não!” (inspiração para o aclamado Medida Provisória) e “Campo de Batalha”.

Com pegada de suspense psicológico e terror social, o longa conta ainda com Lucas Wickhaus e a atriz portuguesa Maria de Medeiros no elenco principal. As filmagens aconteceram nas cidades de Muritiba, Cachoeira e Salvador, na Bahia,  e marcam a primeira participação de Medeiros em uma produção baiana.

“É incentivador ter Antônio Pitanga como protagonista absoluto deste filme uma lenda viva que imprime presença e memória em cada gesto”, celebra o diretor Aldri Anunciação.

Encontro que transforma

“A Solidez da Água” acompanha o encontro enigmático de dois homens negros em uma sala de segurança de um aeroporto. Omí, um jovem doutorando brasileiro a caminho de Paris, é detido após perder o passaporte. No espaço de detenção, ele conhece um senhor misterioso, interpretado por Pitanga, que o faz mergulhar em uma jornada de autoconhecimento, perturbação e redescoberta.

lukas wickhaus antonio pitanga e maria de medeiros 2

A narrativa instiga o espectador a refletir sobre o peso da ancestralidade, os deslocamentos forçados, e o papel do racismo estrutural na construção das trajetórias individuais. É nesse ponto que o terror social se impõe: mais do que o medo sobrenatural, o filme explora o desconforto existencial de ser barrado em um mundo que tenta definir quem pode seguir viagem e quem não pode.

“Usamos o terror psicológico e o social para perguntar: em que momento da vida é preciso mudar radicalmente a nossa rota?”, provoca Aldri.

Produção com DNA baiano e impacto global

Produzido pela Melanina Acentuada Filmes, com coprodução da Rosza Filmes e distribuição da ELO STUDIOS, o filme reafirma a potência da produção audiovisual fora do eixo Rio-São Paulo, com foco em narrativas negras, baianas e universais.

“Acreditamos que histórias como esta têm o poder de atravessar fronteiras e gerar impacto real”, afirma Sabrina Nudeliman Wagon, CEO da ELO STUDIOS, responsável por sucessos como Medida Provisória e O Menino e o Mundo.

A ELO STUDIOS destaca que “A Solidez da Água” reforça seu compromisso com obras que provocam, conectam e inspiram transformações.

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