Gente, eu estava aqui em Petrópolis fazendo um rabo de cavalo apressado pra sair pra jantar quando o telefone tocou com um convite que me fez largar o batom no meio da boca. Era o pessoal me chamando pra conhecer o tal do Anantara Preá Ceará Resort quando ficar pronto, e eu já comecei a vibrar, porque marca de luxo asiático botando o pezinho no Brasil pela primeira vez não é coisa que essa colunista deixa passar batido.
A novidade saiu fresquinha: nesta quinta-feira o Grupo Carnaúba bateu o martelo e deu início às obras do resort, com inauguração marcada pra 2028. A grife Anantara, que faz parte da poderosa Minor Hotels (a mesma holding que carrega Tivoli, NH e Avani na bolsa de joias), escolheu justamente o Preá, no litoral cearense, pra debutar em terras tupiniquins. Pra quem não sabe, a Anantara tem mais de 45 hotéis espalhados de Maldivas a Maurício, ou seja, é socialite internacional do ramo, dessas que só aparecem em destino com cara de capa de revista.

E olha o pedigree do investidor, meus amores. Quem comanda o Grupo Carnaúba é o Julio Capua, um dos cofundadores da XP Investimentos, aquele moço que aprendeu a vender fundo na Faria Lima e resolveu trocar o terno pelo vento do Nordeste. O homem comprou cerca de 12 milhões de metros quadrados na região e prevê despejar entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões por lá até 2034. Só o hotel já leva R$ 150 milhões, com 70 suítes, bangalô presidencial, pool bar, restaurante de gastronomia regional e até um Anantara Spa pra alma cansada dos ricos.
A jogada, confesso, é das espertas. O resort fica encravado dentro do Vila Carnaúba, condomínio chiquérrimo de alto padrão, a vinte minutinhos do Aeroporto Regional de Jericoacoara e numa praia que é tida como das melhores do mundo pra kitesurf. Junto do hotel vêm ainda 24 Branded Residences Anantara, casas de quatro suítes entregues prontinhas e mobiliadas, com a própria equipe do hotel cuidando do pool de locação. Quer dizer, o investidor compra a casa, viaja pra Europa e ainda recebe aluguel da própria mansão administrada por marca cinco estrelas. Sonho de consumo de qualquer playboy aposentado.
O Capua disse, todo orgulhoso, que ter uma das marcas de luxo mais respeitadas do mundo escolhendo o Preá pra primeira operação no Brasil é o reconhecimento de um potencial que ele enxergava ali fazia anos. O sócio Eduardo Juaçaba reforçou que o empreendimento puxa turismo de alto padrão pra região, e o Marco Amaral, vice da Minor Hotels no Brasil, garantiu que o Preá reúne beleza natural, autenticidade e condição de sobra pra kitesurf. Tradução da colunista: todos os galãs do tabuleiro corporativo querem posar de descobridores do paraíso cearense.

Tem ainda o ladinho social da história, que eu faço questão de aplaudir de pé. O Instituto Camboa fica com 1% do valor dos títulos vitalícios do clube Wind House e já capacitou 341 pessoas da comunidade local. Bonito ver bilionário lembrando de quem mora ao lado da obra, viu? Eu, que de paraíso cearense entendo pouco mas de luxo entendo tudo, fechei o rabo de cavalo decidida: assim que esse resort abrir as portas em 2028, essa aqui vai estar na primeira espreguiçadeira, comprovando pessoalmente que o turismo brasileiro está fortíssimo. Agora me dá licença que o jantar me espera.