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Kátia Flávia
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Amanda Sarmento lança “QUENTE” e Clara Moneke assume bastidor da nova fase

A cantora e compositora Amanda Sarmento lançou o single “QUENTE”, primeiro gostinho do seu novo álbum. A nova fase da artista ganha força com Clara Moneke assumindo papel estratégico na construção da carreira.

Kátia Flávia

12/03/2026 16h00

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Clara Moneke e Amanda Sarmento nos bastidores do videoclipe de “QUENTE” – Divulgação: SoundON

Eu estava saindo da academia fingindo disciplina atlética quando uma pessoa do meu comitê informal de espionagem cultural me manda uma mensagem que me fez parar no meio da calçada com a elegância de quem acabou de descobrir um plot novo na novela das sete. Amanda Sarmento resolveu abrir oficialmente uma nova fase da carreira com o single “QUENTE”, e o detalhe que me fez levantar a sobrancelha com interesse foi outro. Clara Moneke entrou no jogo e assumiu papel direto na estratégia da cantora.

Eu gosto dessas histórias porque elas têm cheiro de virada de narrativa. Artista nova, estética nova, parceria inesperada e um single com nome que já chega fazendo barulho na sala. “QUENTE” inaugura o segundo álbum de Amanda Sarmento e chega com uma mistura que conversa com aquele R&B contemporâneo que bebe no hip hop dos anos 2000, uma estética que muita gente da nova geração está revisitando com gosto.

A música foi produzida por Iuri Rio Branco e traz um clima sensual, urbano e bem carioca. Desejo, autoconfiança e independência feminina aparecem no centro da narrativa. Eu confesso que gosto quando artista pop decide assumir essa energia sem pedir licença para ninguém, porque o mercado musical brasileiro ainda tem certa dificuldade em lidar com mulheres que falam de poder com naturalidade.

Enquanto eu tentava entender essa movimentação no meu celular, andando na rua como uma cronista que pensa melhor em movimento, comecei a ligar os pontos. Amanda Sarmento já vinha circulando na cena musical com certa atenção desde 2021, quando o single “Rara” ultrapassou um milhão de streams. Depois veio o álbum “Vênus”, que consolidou a identidade artística dela nessa mistura de R&B, soul e rap.

E aí entra a figura de Clara Moneke, atriz que muita gente conhece da televisão e que agora aparece como peça estratégica nesse novo capítulo da carreira da cantora. Clara passa a atuar no desenvolvimento artístico e também na parte executiva e conceitual do projeto. Meu amor, isso aqui é praticamente uma mudança de diretoria criativa na novela da carreira.

Eu adoro observar esses movimentos de bastidor porque a música pop raramente se sustenta só na voz. Existe estética, narrativa, timing e aquela engenharia invisível que decide quem explode e quem desaparece depois de um verão. Clara Moneke entra justamente nesse território. Estratégia, construção de imagem e desenvolvimento do universo visual da artista.

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Amanda Sarmento em cena do videoclipe de “QUENTE” – Divulgação: SoundOn

O videoclipe de “QUENTE” foi gravado no Rio de Janeiro, com cenas na Praia de Ipanema e na comunidade do Vidigal, duas paisagens que carregam aquela mistura clássica de glamour e realidade urbana que o Rio domina como ninguém. O visual do projeto aposta nessa vibração solar, quase tropicalista, que conversa com sensualidade, liberdade e identidade feminina.

Enquanto eu olhava as imagens do clipe, já imaginando o algoritmo do TikTok trabalhando horas extras, me veio aquela sensação que todo jornalista de cultura conhece. Às vezes uma artista está apenas lançando uma música nova. Outras vezes ela está reorganizando o próprio universo artístico.

Amanda Sarmento parece estar apostando justamente nesse segundo caminho.

“QUENTE” funciona como porta de entrada para o novo álbum que deve chegar ainda em 2026, e a artista deixa claro que a faixa é apenas a primeira peça de um projeto maior. Eu sempre acho fascinante quando músico trata um disco como narrativa, quase como uma série em capítulos.

Claro que o mercado musical é cruel com gente nova. A indústria é um reality show sem apresentador onde talento, timing e estratégia brigam pelo protagonismo. Só que existe uma coisa curiosa acontecendo nessa história. Amanda Sarmento chega com identidade, repertório e agora uma parceria estratégica que pode reorganizar o jogo.

E aqui, no meu camarote imaginário onde observo a cultura pop brasileira como quem assiste uma série cheia de personagens interessantes, eu faço uma anotação mental.

Se essa fase realmente engrenar, “QUENTE” pode acabar sendo lembrada como aquela música que abriu a porta de uma nova protagonista no pop brasileiro.

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