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Kátia Flávia
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Amanda Carneiro, do MASP, será curadora-chefe da 37ª Bienal de São Paulo

A Fundação Bienal de São Paulo anunciou nesta terça-feira, 28 de abril, os curadores-chefes da 37ª edição do evento, prevista para o segundo semestre de 2027. Amanda Carneiro, curadora sênior do MASP, dividirá a função com Raphael Fonseca, atualmente no Culturgest, em Portugal

Kátia Flávia

28/04/2026 12h00

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Amanda Carneiro e Raphael Fonseca, curadores-chefes da 37ª Bienal de São Paulo | Foto: © Fe Avila / Fundação Bienal de São Paulo

Gente, eu estava literalmente com o elástico no cabelo na metade do rabo de cavalo, de tênis novo e bolsa de academia no ombro, descendo pra pegar o carro rumo ao Leblon, quando o telefone tocou. Era alguém da Bienal. Parei no meio da calçada de Cosme Velho, cabelo metade preso metade solto, e fui anotando tudo mentalmente porque é isso: a notícia não pede licença, não respeita treino, não espera eu chegar no vestiário. Amanda Carneiro e Raphael Fonseca são os curadores-chefes da 37ª Bienal de São Paulo. Anúncio oficial desta terça-feira, 28 de abril. Academia que espere.

Amanda não veio do nada. Está na equipe do MASP desde 2018 e construiu dentro da instituição um percurso marcado por escolhas políticas e estéticas muito claras. Passou pelas séries Histórias das mulheres, Histórias indígenas, Histórias LGBTQIA+ e chegou a 2026 assinando a mostra de Santiago Yahuarcani, artista do povo Uitoto da Amazônia peruana, uma exposição que propõe saberes e cosmologia onde o mainstream da arte costuma colocar só decoração. Não é curadora de passagem. É nome que chegou à Bienal com currículo.

Ao lado dela, Raphael Fonseca fecha uma dupla que representa uma geração nova na curadoria brasileira, atenta às margens, aos processos históricos de apagamento e às narrativas que a arte oficial demorou décadas para encarar de frente. A Bienal de 2027 ainda vai se revelar nas suas intenções e escolhas, mas a largada já diz muito sobre onde o evento quer chegar.

O projeto curatorial completo será apresentado ainda em 2026. A Bienal em si abre no segundo semestre de 2027. Até lá, o mercado, a crítica e os artistas já podem começar a fazer as apostas. O rabo de cavalo eu termino no elevador da academia.​​​​​​​​​​​​​​​​

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