A fofoca veio da serra, porque Kátia desceu para Petrópolis, sentou na Trattoria do Lago com as amigas, e no meio do talharim o celular vibrou com o nome “Alok” na tela. Quando DJ resolve interromper massa, normalmente é porque vem trabalho, cachê alto ou parceria que vai render textão em fã-clube internacional, então é claro que eu atendi na primeira chamada.

Do outro lado da linha, Alok estava naquele tom de quem sabe que vai fazer barulho: confirmou que “Everything’s Fine”, o feat com Jennifer Lopez, chega agora com duas versões oficiais, “AM” e “PM”. Nada de remix jogado depois só para cumprir tabela, ele e J.Lo pensaram a música como dois lados da mesma novela emocional, um para o amanhecer mais sensível, outro para a madrugada do dancefloor. A versão AM puxa Jennifer para uma pegada mais melódica e introspectiva, com textura de balada pop emotiva, enquanto a PM vem com batida forte, energia de rave e a assinatura eletrônica que fez do brasileiro um dos DJs mais ouvidos do mundo.

A história de bastidor é ótima, porque os dois não queriam abrir mão das preferências: J.Lo se apaixonou pela versão AM, mais íntima, Alok ficou vidrado na PM, mais eletrônica, e a solução foi lançar as duas de uma vez. Eles transformaram aquilo que seria uma briga de ego em conceito de projeto, criando essa ideia de dualidade emocional, de como a gente finge que está tudo bem de manhã e extravasa à noite. Em paralelo, Jennifer vive uma fase de renascença no streaming, com mais de 50 milhões de ouvintes mensais no Spotify e um catálogo ressuscitado para a geração do TikTok, enquanto Alok empilha turnê global, show conceitual e residência em festival grande.
Nas redes, a colaboração já nasceu com cara de evento: teve prévia em post colaborativo no Instagram, teaser em vídeo dentro do carro da J.Lo e data marcada para cair nas plataformas agora no fim de junho. A fanbase dela trata o feat como nova chance de dominar as playlists pop, o fandom dele enxerga a música como mais um passo na dominação do streaming internacional, e os perfis de fofoca musical já estão comparando “Everything’s Fine” com outras parcerias globais que o brasileiro fez nos últimos anos. A graça é ver como a internet abraçou rápido o conceito AM/PM, com gente dizendo que vai ouvir a AM sofrendo no trânsito e a PM fingindo que a vida é after em Ibiza.

Na saída do almoço, ainda na varanda da Trattoria do Lago, avisei para o Alok que, se essa PM funcionar nas playlists de New Music Friday do mundo, meu amor, ele vai precisar reservar uma mesa maior para a próxima vez, porque metade de Hollywood vai querer saber qual prato ele estava comendo quando decidiu dividir o coração de J.Lo em duas versões de “Everything’s Fine”.