Arthur Aguiar, Mel Fronckowiak, Micael Borges, Chay Suede e Sophia Abrahão estiveram no velório de Lua Blanco, nesta segunda-feira (19), no Memorial do Carmo, no Rio de Janeiro. Os cinco colegas de “Rebelde Brasil” também enviaram uma coroa de flores para a atriz e cantora, que morreu aos 39 anos após enfrentar um câncer.
O avião tinha acabado de tocar a pista de Lisboa quando eu li a notícia e fiquei parada, olhando pela janelinha, com aquela sensação de que há encontros que o coração simplesmente se recusa a aceitar. Eles se reuniram, sim. Mas não era camarim, não era show, não era foto de reencontro para matar a saudade.

Lua dividiu com os cinco artistas o núcleo principal da versão brasileira de “Rebelde”, exibida pela Record entre 2011 e 2012. A turma que o público viu cantar, brigar, amar e crescer na ficção voltou a se encontrar, desta vez para se despedir de uma das suas. É uma imagem que desmonta qualquer memória colorida de novela juvenil.
Enquanto eu esperava a porta do avião abrir, só conseguia pensar que o destino às vezes tem uma crueldade muito particular: juntar velhos parceiros de cena no momento em que faltará para sempre uma pessoa naquela roda. A reunião aconteceu, mas da forma mais dolorosa possível.
Arthur Aguiar, que viveu Diego e formou par romântico com Lua na novela, foi um dos presentes. Micael Borges, Chay Suede, Sophia Abrahão e Mel Fronckowiak também compareceram à despedida reservada a familiares e amigos próximos. Outros nomes do elenco, como Beni Falcone, Bia Arantes, Thalita Ribeiro e Tathi Bione, estiveram no Memorial.
Eu puxei minha mala pelo corredor do aeroporto e pensei na coroa de flores enviada pelos cinco. Não apaga a ausência, não resolve a revolta, não dá conta de uma vida interrompida tão cedo, mas registra um vínculo que resistiu ao fim da novela, às mudanças de carreira e aos anos que passaram.
A atriz Letícia Colin, amiga de Lua, também foi ao velório e falou sobre a fé da artista. Segundo ela, o avanço da doença foi rápido e duro, mas Lua enfrentou o período de maneira reservada e com leveza. Uma delicadeza que torna a despedida ainda mais pesada para quem acompanhou sua trajetória.

Eu sigo para Lisboa com o peito apertado e uma certeza: ninguém queria ver os ex-Rebeldes juntos assim. O público guardou aquela turma como símbolo de juventude e música; nesta segunda, os cinco amigos se encontraram para honrar Lua Blanco, numa despedida que ninguém estava preparado para viver.