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Kátia Flávia
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A reação de Fogaça após crítica devastadora da Folha ao restaurante: “Imprensa suja, hipócrita e partidária”

Chef atacou a Folha depois de o Sal Gastronomia receber duas estrelas e ter pratos classificados como descuidados; Erick Jacquin pediu respeito, mas defendeu a crítica

Kátia Flávia

08/11/2026 9h32

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Henrique Fogaça é dono do restaurante Sal Gastronomia, nos Jardins, em São Paulo

Henrique Fogaça reagiu com insultos a uma crítica da Folha que deu duas estrelas, classificação de restaurante regular, ao Sal Gastronomia, nos Jardins, em São Paulo. Nos Stories, o chef chamou o jornal de “imprensa suja, hipócrita e partidária” e classificou as avaliações como “ataques gratuitos”.

Depois de deixar a roupa separada sobre a cadeira, fui para a cozinha coar meu café e dei de cara com essa guerra gastronômica. Meu amor, uma crítica de restaurante pode doer mais que panela quente, mas chamar avaliação de “imprensa suja” porque o nhoque não convenceu é transformar almoço em palanque.

A resenha assinada pela jornalista Priscila Pastre apontou problemas em diferentes pratos do restaurante. O ceviche de caju teria ficado doce e adstringente, o steak tartare foi comparado a comida de gato e o nhoque com stinco de cordeiro foi descrito como excessivamente cozido.

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Crítica da Folha avaliou o Sal Gastronomia com duas estrelas, classificação de restaurante regular

Enquanto a água esquentava e o cheiro do café tomava a cozinha, eu reli as observações e pensei: crítica gastronômica existe justamente para isso. O cliente paga, prova, compara e conta como foi. Restaurante não é templo blindado, ainda mais quando leva o nome de um chef famoso na fachada.

Fogaça também compartilhou uma postagem de Danilo Gentili contra a jornalista, acompanhada de emojis de risada. O apresentador publicou ofensas e acusou profissionais da imprensa de prejudicarem cozinheiros com avaliações negativas. O chef chamou Gentili de “gênio”.

Aí a coisa fica feia, porque discordar da análise é uma coisa. Atacar quem assina é outra bem diferente. Se o prato merecia mais estrelas, que venha a resposta com técnica, ponto da carne, temperatura do molho e argumento. Baixaria não salva menu, minhas filhas.

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Erick Jacquin defendeu a crítica gastronômica, mas pediu respeito aos profissionais do setor

Erick Jacquin, colega de Fogaça no “MasterChef Brasil”, adotou um tom mais ponderado. O francês defendeu a existência da crítica gastronômica como ferramenta para melhorar restaurantes, mas pediu responsabilidade e respeito ao trabalho de toda a equipe envolvida no negócio.

Eu servi meu café e cheguei ao meu veredito de domingo: ninguém gosta de ouvir que o próprio restaurante decepcionou. Mas uma crítica ruim não destrói uma cozinha. O que realmente amarga a experiência é o chef decidir que o problema não está no prato, e sim em quem ousou prová-lo.

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