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História da humanidade em videoclipe de animação

Grupo lança single e videoclipe “Pálido Ponto Azul” com uma cronologia de fatos na Terra, junto com o nosso envolvimento com o espaço sideral

Pedro Marra

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Com um videoclipe de animações, a banda de rock Laika lançou, na última quinta-feira, a música Pálido Ponto Azul. Segundo o grupo, o som traz um resgate de uma linguagem básica e instintiva, ligada à essência da arte humana, representada com cenários históricos, como, por exemplo: o Big Bang, a Idade da Pedra, esculturas antigas do Egito e da Grécia, colonizações, ida do homem à Lua e a ligação dos seres humanos com o espaço.

Ilustrado e produzido por Rafael Lago, guitarrista da Laika, o clipe se mostra simbólico pela breve retratação da história humana. “Pálido Ponto Azul conta uma história. A história de todos nós, humanos, terráqueos. E a letra vai nesse sentido, olhando meio que de fora nossa aventura e nossas conquistas como espécie, até chegarmos no intangível, no desconhecido, que é o espaço, a última fronteira. O arranjo dá a linha emocional dessa narrativa. Começa doce, repetitiva, apesar de um tanto complexa, mas é quase uma cantiga de criança. A gente vai ilustrando os grandes e os terríveis feitos da nossa história. Porque nós [humanos] somos assim: construtores e destruidores; bons e maus”, explica o integrante da banda.

A referência da música é justamente a Terra, com o Pálido Ponto Azul. Rafael conta qual a inspiração para elaborar este videoclipe. “Em 1990, o famoso astrônomo Carl Sagan, apresentador do programa Cosmos, pediu à Nasa que fizesse uma manobra na sonda espacial Voyager, e fotografasse a Terra. Essa fotografia inspirou Carl Sagan a escrever o livro “Pale Blue Dot” (Ponto Azul Claro, em inglês) e um grande texto em que ele diz que tudo o que já fizemos estava ali, naquele pontinho, ‘naquela poeira flutuando em um raio de sol. Pálido, na verdade, é só uma maneira mais poética de dizer ‘azul-claro’”, esclarece o guitarrista.

O grupo reconhece que a narrativa apresenta as conquistas e tragédias com a mesma leveza. Com a trilha sonora de bateria, efeitos, voz, guitarra e baixo, o videoclipe causa um clima de reflexão constante junto da letra.

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“Entre notas doces e progressões violentas, mostra como podemos ser maravilhosamente engenhosos, caridosos e criativos, mas também estúpidos, cruéis e destruidores”, resume Rafael Lago.

“Sob a perspectiva de quem observa nossos erros e acertos do lado de fora, a Laika traz um aviso à nossa consciência e uma lição de humildade aos humanos, espécie tão ensimesmada que se esquece de sua incrível capacidade”, finaliza o produtor.

Terceiro lançamento

Essa é a terceira gravação oficial da banda, depois de “Pombomorfose” e “Revolução Pangaré”, e a segunda faixa a ser divulgada do álbum de estreia, “Expressões e Emoções dos Animais Terrestres”, em fase de produção. “Pálido Ponto Azul” foi gravada durante a quarentena e mixada pelo baixista Guilherme “Bill” Costa. A masterização é de Fernando Jatobá (Móveis Coloniais de Acaju e Remobília) feita no Estúdio Jatobeats, em Brasília. As ilustrações e animações são do guitarrista Rafael Lago.

A banda Laika é formada por Gustavo Leles (voz), Guilherme Costa (baixo) e Rafael Lago (guitarra e efeitos).

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