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Cine Brasília recebe Mostra-Debate Cinemas Negros de 18 a 20 de novembro

A cerimônia de abertura, no dia 18, conta com presença da Ministra da Cultura Margareth Menezes

Sala de cinema do Cine Brasília — Foto: Agência Brasília

Nos dias 18, 19 e 20 de novembro, o Cine Brasília será palco de um evento que une cultura, cinema e reflexão, a Mostra-Debate Cinemas Negros. Fruto da parceria entre a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC), a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e o Cine Brasília, a mostra ocorre em comemoração ao mês da Consciência Negra.

Durante três dias, sempre às 16h30, o Cine recebe mesas de debate abordando temas como políticas afirmativas, metodologias afrocentradas e o impacto das políticas públicas afirmativas para o audiovisual. E às 20h, a mostra exibe filmes de pessoas realizadoras contempladas em editais da política afirmativa da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC).

Um dos destaques do evento é a cerimônia de abertura, no dia 18, às 20h, que conta com a participação da Ministra da Cultura, Margareth Menezes e da Secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura, Joelma Oliveira Gonzaga. Na ocasião será feito o lançamento da edição 64 da revista Filme Cultura, que traz como tema central os Cinemas Negros. Após um período de cinco anos de interrupção, a revista renasce com uma edição que explora diversas facetas do cinema negro brasileiro, desde políticas afirmativas até a análise crítica de importantes obras e realizadores.

A edição 64 conta com a participação de renomados nomes do cinema nacional, como Gabriel Martins, diretor do filme “Marte Um”, e Joel Zito Araújo, membro do Conselho Editorial, que escreve sobre o “tenso enegrecimento do cinema brasileiro”. Além disso, Carol Rodrigues, cineasta reconhecida, traz sua visão do audiovisual para libertar as dores das mulheres negras, e Noel dos Santos Carvalho, sociólogo e professor de cinema da UNICAMP, organizou o livro “Cinema negro brasileiro” (2022).

A Mostra-Debate Cinemas Negros apresenta filmes contemplados no Edital de Longa-metragem de Baixo Orçamento Afirmativo, em 2016, incluindo Marte Um, de Gabriel Martins; Um dia com Jerusa, de Viviane Ferreira; e Cabeça de Nêgo, de Déo Cardoso. Além desses, a Mostra traz os seguintes curtas: A boneca e o silêncio, de Carol Rodrigues; Cinzas, de Larissa Fulana de Tal; Preto no Branco, de Valter Rege; e UrSortudo, de Janú Ário Jr.

Toda a programação é gratuita e aberta ao público.

Mês da Consciência Negra

Ainda em celebração ao mês da Consciência Negra, nos dias 21 e 22, o Cine Brasília recebe duas sessões especiais com filmes que abordam ancestralidade, cultura e memórias negras. No dia 21, tem lançamento do livro “Àbíkú Agbá, o Sobrevivente”, às 18h e às 20h será exibido o documentário Egúngún: a sabedoria ancestral da família Agboola, do artista visual e cineasta baiano Gilucci Augusto. O documentário segue a história de Àkànó Fásínà Agboolà, Àràbà de Lagos, Nigéria, divinizado após sua morte em 1991. Filmado durante o Festival de Egúngún em Lauro de Freitas, na Bahia, o documentário é narrado por Oluwo Ifágbaíyin Awolola Agboolà, que compartilha as histórias do seu ancestral espiritual. O filme destaca a cultura yorùbá, onde cultuar Egúngún mantém o respeito aos antepassados.

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Já a sessão do dia 22 exibe o documentário Panteão das Memórias Negras, do diretor Karim Akadiri Soumaïla. O filme aborda a relação histórica entre a República Francesa e seus cidadãos negros e afro-caribenhos desde os primeiros momentos após a abolição da escravidão até os dias atuais. Ele destaca a perspectiva da Antiga Guarda dos Selos Christiane Taubira, autora da lei que reconhece a escravidão como crime contra a humanidade. Além disso, o documentário reúne testemunhos de diversos especialistas, incluindo historiadores, sociólogos, figuras políticas, membros da sociedade civil, artistas e intelectuais, proporcionando uma análise abrangente e multifacetada desse complexo vínculo histórico e social.

Após a exibição, haverá um debate com a presença da ex-Ministra francesa da Justiça, Christiane Taubira, autora da “Lei Taubira”, que reconhece o tráfico transatlântico de escravos e a escravidão como um crime contra a humanidade, com a Diretora do Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-brasileiro, da Fundação Cultural Palmares, Flávia de Jesus Costa, e com a Coordenadora-Geral da Memória e Verdade da Escravidão e do Tráfico Transatlântico de Pessoas Escravizadas no Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Fernanda Nascimento Thomaz. A mediação fica por conta da jornalista Keila Santana.

Ambas as sessões dos dias 21 e 22 iniciam às 20h, tem entrada gratuita e são abertas ao público.

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