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Babu Santana estreia em ‘Salve-se’ e diz que estava ansioso para atuar

Ao deixar o Big Brother Brasil, em abril de 2020 na 4ª colocação, Babu Santana, 41, teve a impressão de que fosse “bombar” de trabalhar

Ao deixar o Big Brother Brasil, em abril de 2020 na 4ª colocação, Babu Santana, 41, teve a impressão de que fosse “bombar” de trabalhar. Mas, ao sair do reality de confinamento da Globo, se deparou com o Brasil e o mundo em quarentena por causa pandemia do novo coronavírus.

“Não tinha teatro, show. Não tinha nem novela, meu Deus do céu”, relembra Alexandre da Silva Santana, nome verdadeiro do artista que adotou o apelido Babu para a sua carreira. Dias depois, a Globo anunciou a contratação do ator e cantor. E mais: ele soube que entre os seus fãs famosos estava Daniel Ortiz, autor de “Salve-se Quem Puder” –novela das sete que estreou em janeiro de 2020.

“Eu fui team Babu. Passei dois meses e meio votando nos 20 paredões que ele foi”, relata o escritor, em tom de brincadeira, sobre as quantidades de vezes que o ator e cantor foi indicado ao Paredão –na verdade, foram dez vezes, recorde do reality.

Em entrevista ao site F5, Babu Santana diz que pensou que nem teria mais novela para ele entrar. Paralisadas no fim de março, as gravações da trama voltaram somente em agosto de 2020, quando, então, ele iniciou as filmagens. “Estava muito ansioso para trabalhar”, diz ele. Agora, mais de um ano depois da saída do BBB, vai ao ar a sua participação na história. Nanico, nome do seu personagem, entra em “Salve-se” nesta quinta (17).

Policial federal escalado para reforçar a segurança das testemunhas Alexia (Deborah Secco), Kyra (Vitória Strada) e Luna (Juliana Paiva), Santana faz um tipo sério, que vai abalar corações e provocar muitas situações divertidas. “Foi importante demais entrar na trama mesmo com o trem andando. Eu corri um pouquinho e consegui subir no bonde.”
Nanico vai disputar o amor de Emerlinda (Grace Gianoukas) com Edgar (Cosme dos Santos). Ele também vai acirrar a rixa entre a cozinheira e Marlene (Mariana Armellini), outra personagem da segunda fase da trama (irmã gêmea de Verônica).

Santana afirma ter estranhado muito os novos protocolos de segurança adotados para evitar a disseminação da Covid, como ensaiar de máscara e manter distanciamento dos colegas. Com o tempo, ele diz ter se acostumado. “No começo foi um pouco estranho, mas hoje estou de boa.”

Além da novela, o ator revela estar cheio de projetos na Globo e fora da emissora. Um deles é o quadro Fala Babu, que ele vai comandar dentro da nova temporada do Trace Trends, no Globoplay e no Multishow.

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Na atração, ele vai compartilhar experiências e vivências pessoais. O ex-BBB João Luiz Pedrosa terá um quadro no programa, que vai ao ar em 23 de junho no Globoplay e às sextas-feiras, a partir do dia 25, no Multishow.
PROJETOS MUSICAIS

Babu Santana também tem tocado projetos musicais. Ele é um dos idealizadores da Paizão Records, selo que pretende dar espaço para o rap, o funk e o trap –este último, estilo americano já absorvido pelo pop mundial com Drake e Cardi B. e que vem se estabelecendo no cenário brasileiro.

“Eu fui pesquisar qual era o som do momento. E encontrei o trap, que vem do rap e tal”, afirma. Ele reuniu oito artistas para morarem juntos na sua casa no Rio de Janeiro com o objetivo de experimentar sonoridades e criar músicas. A ideia dele não é virar cantor de trap, mas ser produtor e diretor artístico.

Essa convivência conjunta, diz o artista, tem sido muito rica. “Estou muito feliz de usar esse tempo ocioso da quarentena dentro de casa com segurança, produzindo algo de qualidade, porque acredito muito nesses novos talentos.”

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Foram gravados cinco clipes de músicas que saíram desse encontro, e que contam com a direção de Babu Santana. “Já estamos em projetos de fazer mais, só depende da aceitação dessa experiência no mercado.”

O lançamento mais recente é o single “Lingerie Azul”, da cantora Manuh Silva e do rapper Kowl, com parte instrumental produzida por Lacerda, um desses novos talentos apoiados por Babu e que faz parte do grupo de idealizadores da Paizão Records. O clipe, divulgado em 8 de junho, mostra as múltiplas possibilidades de amor.
Sobre a própria banda, Babu Santana e os Cabeças de Água-Viva, o ator e cantor afirma que está elaborando um novo repertório, mas há dificuldades por causa das restrições da pandemia. “Só a gente reunir o grupo já é uma aglomeração [são sete integrantes]. Estamos vendo se conseguimos fazer uma live no Instagram em um lugar grande.”
“Se está difícil para os caras grandes, imagina para nós que estamos começando agora”, reforça. O ator e cantor salienta que “fica aterrorizado” com a situação dos amigos que trabalham na área de entretenimento, especialmente os técnicos que atuam nos bastidores.

Após a saída do BBB, mesmo com o mundo paralisado em quarentena e muitos trabalhos interrompidos, ele afirma ter tido a oportunidade de encontrar uma saída por meio da publicidade e das redes sociais. “Essas coisas começaram a fazer parte da minha vida. Consegui preencher esse vácuo que a pandemia deixou”, diz.

“Antes do BBB, eu via um show meu com 500 pessoas, e eu falava assim: ‘nossa, 500 pessoas’. Hoje, eu fico vendo no Instagram 6 milhões [de seguidores], e fico imaginando 10% disso em um show nosso. Eu estou muito feliz com tudo isso que aconteceu.”

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Ele afirma estar ansioso para retomar as apresentações e abraçar as pessoas. Tem um projeto, inclusive, de fazer shows em favelas das capitais brasileiras. “Tenho certeza que toda essa energia [que ele recebeu do BBB] veio principalmente das favelas”, diz o ator e cantor, que cresceu no Morro do Vidigal, no Rio.

Babu Santana admite ter sentido receio de ser reconhecido apenas como ex-BBB, e esquecerem os 20 anos de carreira artística que ele já tinha antes de entrar no reality. Participante do grupo de teatro Nós do Morro, do Vidigal, o ator já havia se destacado por sua atuação nos filmes “Estômago” (2007) e, principalmente, ao interpretar Tim Maia na cinebiografia do cantor, lançada em 2014.

Em ambos os projetos, ele levou o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro (também conhecido como Prêmio Grande Otelo): em “Estômago” como melhor ator coadjuvante, e em “Tim Maia” como melhor ator. Esse medo de ser só em ex-BBB, afirma ele, passou ao deixar a casa e sentir a recepção positiva do público.

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“Foi difícil, aconteceram muitas coisas, não sou unanimidade até hoje, graças a Deus, porque não existe unanimidade. Mas esse título [de ex-BBB] me lembra carinho. Então, como vou me incomodar com carinho?”, indaga.
Voltaria a participar de um reality? “Só se o Boninho me ligar pessoalmente”, afirma, aos risos. “É sério! Eu sou tão grato por esse convite, pois mudou a minha vida, poxa. O que ele pedir para eu executar, eu estou 100% disponível.”

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Folha Press






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