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Economia

Previsão do governo de alta do PIB recua de 1,6% para 0,81% em 2019

O setor de serviços registrou o segundo mês de alívio, mas ainda está 1,1% abaixo do nível registrado em dezembro de 2018, informou IBGE

O Ministério da Economia revisou nesta sexta-feira, 12, a projeção oficial para o crescimento da economia neste ano, de 1,6% para 0,81%. O dado consta no Boletim MacroFiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia

O porcentual anterior era de maio. Em junho, a projeção para o PIB já estava em 1,0%, mas este porcentual somente foi informado no documento desta sexta.

A SPE informou ainda, pela primeira vez, suas projeções para o PIB nos anos de 2021, 2022 e 2023. Em todos os casos, a projeção é de alta de 2,5% para o PIB.

De acordo com a secretaria, essas projeções não incorporam o efeito completo da reforma da Previdência e as novas medidas que “beneficiarão a economia no curto prazo”.

IPCA

O Ministério da Economia revisou a projeção oficial para o IPCA – o índice oficial de inflação – em 2019, de 4,1% para 3,8%.

Já a projeção para o INPC em 2019 passou de 4,8% para 4,0%. No caso do IGP-DI, a projeção deste ano passou de 6,1% para 6,6%.

No documento desta sexta, a SPE não divulgou seus parâmetros para a Selic (a taxa básica de juros) e o câmbio médio em 2019. Em documentos anteriores, estes dois parâmetros constaram no material.

Nível do volume de serviços de maio está 1,1% abaixo de dezembro/2018

Com a variação zero no volume de serviços prestados em maio ante abril, na série com ajuste sazonal, o setor de serviços registrou o segundo mês de alívio, mas ainda está 1,1% abaixo do nível registrado em dezembro de 2018, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao ponto mais alto da série da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), o nível do volume de serviços prestados em maio ficou 11,8% abaixo do registrado em janeiro de 2014 – a série começa em 2012.

Segundo o gerente da PMS, Rodrigo Lobo, a alta de 0,5% em abril ante março e a estabilidade em maio não anularam a queda de 1,6% no acumulado de janeiro a março. A atividade de transportes é a principal responsável pelo desempenho ruim. Em maio, esse segmento recuou 0,6% ante abril, e, nos cinco primeiros meses do ano, foram quatro taxas negativas na comparação com os meses imediatamente anteriores.

“Boa parte do menor ritmo do setor de serviços está bastante ligada ao menor dinamismo do setor de transportes, que está ligado ao menor dinamismo da atividade econômica como um todo”, afirmou Lobo.

 

Estadão Conteúdo

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