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Economia

Juros futuros abrem em leve baixa à espera da comissão especial da Previdência

Quinta-feira (4) é importante para o andamento da reforma da Previdência, fator que influencia. Dólar também segue em baixa

Willian Matos

Publicado

em

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Os juros futuros abriram em leve baixa nesta quinta-feira, 4, num dia considerado relevante para o andamento da reforma da Previdência e com influência de baixa do dólar. O texto está para ser votado na Comissão Especial da Câmara dos Deputados que tem reunião nesta manhã de quinta. Há pouco, havia apenas três deputados na comissão. São necessários 25 para a sessão começar. Na avaliação do analista da Tendências Consultoria Silvio Campos Neto, o sentimento no mercado é de que esta quinta é o Dia D. Se o processo andar bem, é possível assumir que a PEC chegará ao plenário antes do recesso parlamentar. 

O DI para janeiro de 2020 abriu a 5,94% ante 5,97% no ajuste de quarta. O DI para janeiro de 2021 abriu a 5,75% ante 5,79% no ajuste de quarta. O DI para janeiro de 2023 abriu a 6,51% ante 6,55% no ajuste de quarta. O DI para janeiro de 2025 abriu a 6,98% ante 7,03% no ajuste de quarta. O DI para janeiro de 2027 abriu a 7,27% ante 7,31% no ajuste de quarta. 

Ainda sobre a pauta da Comissão Especial, o presidente da comissão, Marcelo Ramos (PL-AM), deu como prazo até as 10h desta quinta-feira para que partidos apresentem destaques. Até o momento, foram apresentados 138 destaques, sendo que 14 já foram retirados.

Com esse mesmo otimismo, os juros futuros fecharam em baixa na quarta, especialmente nos contratos mais líquidos que renovaram os pisos históricos mais uma vez. A percepção é que, mesmo diante da incerteza e do tumulto ao longo de toda a jornada de negociação da reforma, a Câmara vai cumprir a proposta do presidente Rodrigo Maia e votar a PEC em sessão plenária até o dia 18 de julho. 

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Entre os últimos tumultos, está a investida do presidente de Jair Bolsonaro a favor do setor profissional, que, a grosso modo, apoiou sua eleição – os policiais e militares. Bolsonaro ligou para deputados para pedir favorecimento da categoria e foi mal visto. Segundo reportagem do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, a falta de protagonismo e de apoio real à PEC previdenciária até agora foi interpretada por muitos – inclusive do PSL – como uma forma de não prejudicar uma possível campanha pela reeleição. 

Do exterior, onde o feriado mantém os mercados americanos fechados, a influência segue positiva para os ativos domésticos no sentido de persiste o cenário de afrouxamento monetário global e de taxas negativas. O título alemão (Bund) de 10 anos renovou mínima histórica nesta quinta-feira, a -0,406%, ficando pela primeira vez abaixo da taxa de depósitos do Banco Central Europeu, atualmente em -0,40%. Em discurso mais cedo, o vice-presidente do BCE, Luis de Guindos, disse que um ambiente de incertezas exige que o BCE mantenha o relaxamento da política monetária para garantir o cumprimento de sua meta de inflação. 

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O Tesouro Nacional faz leilão de venda de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e de Notas do Tesouro Nacional – Série F (NTN-F) às 11h. De acordo com o cronograma referente ao mês de julho, serão ofertadas Letras do Tesouro Nacional (LTN) para os vencimentos de 1/10/2020, 1/10/2021 e 1/7/2023. Os montantes a serem vendidos serão divulgados nesta quinta-feira. Também serão ofertadas Notas do Tesouro Nacional – Série F (NTN-F) para 1/1/2025 e 1/1/2029.

Dólar

O dólar segue em queda no mercado doméstico em meio à percepção de andamento da reforma da Previdência. Investidores esperam que a votação do relatório na comissão especial comece nesta quinta-feira, 4, o que daria maior chance de a votação do texto em plenário ocorrer antes do recesso parlamentar, que começa no dia 18 de julho.

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Com o fechamento dos mercados em Nova York pelo feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos, a liquidez local deve ser menor e o investidor continua focado na comissão especial. O início da sessão da comissão na Câmara estava previsto para as 9 horas, mas deve atrasar. Termina às 10 horas o prazo para que os partidos apresentem destaques. Até o momento, dos 138 destaques apresentados, 14 já foram retirados.

No exterior, às 9h14, o índice DXY do dólar mostrava viés de baixa de 0,05%, enquanto a moeda americana exibia sinais mistos frente divisas emergentes ligadas a commodities em meio a uma liquidez muito fraca por causa do feriado nos EUA. O viés do dólar era de alta, por exemplo, frente o dólar australiano (+0,11%) e o rublo (+0,10%) e de queda diante da rupia indiana (-0,44%), o peso mexicano (-0,19%), a lira turca (-0,40%) e o rand sul africano (-0,44%).

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Às 9h25, o dólar à vista caía 0,80%, a R$ 3,7943. O dólar futuro para agosto recuava 0,85%, a R$ 3,8020.

Estadão Conteúdo

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