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Economia

Entenda como o PIB do Brasil registrou crescimento recorde no 3º trimestre

Apesar do crescimento recorde do PIB, a economia brasileira ainda não voltou a nível pré-crise e se encontra no menor patamar dos últimos dez anos

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Eduardo Cucolo e Nicola Pamplona
São Paulo, SP e Rio de Janeiro

O crescimento recorde de 7,7% da economia brasileira no terceiro trimestre de 2020, na comparação com os três meses anteriores, divulgado nesta quinta-feira (3) pelo IBGE, está influenciado pela base de comparação, devido à queda recorde verificada entre abril e junho deste ano.

Também é resultado de uma economia que, como na maior parte do mundo, retomou boa parte das atividades que ficaram fechadas ou com restrições durante os três meses anteriores por causa da pandemia.

Reflete ainda um pacote de estímulos fiscais para enfrentar a pandemia que está entre os maiores do mundo, cerca de R$ 400 bilhões naqueles três meses (25% do PIB do trimestre), juros baixos e um cenário externo favorável para as exportações brasileiras.

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O resultado também está em linha com o verificado na maioria dos países. Segundo dados compilados pela OCDE, entre cerca de 30 economias que já divulgaram o resultado do segundo trimestre, o crescimento do PIB ficou em 8,5% na média.

Apesar do crescimento recorde do PIB, a economia brasileira ainda não voltou a nível pré-crise e se encontra no menor patamar dos últimos dez anos, que devem se encerrar como uma nova década perdida.

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A expectativa agora é de um crescimento mais lento nos últimos três meses deste ano e de retorno ao patamar de 2019 em algum momento de 2021 ou 2022.

O PIB é uma medida da produção de bens e serviços do país em um determinado período, e a sua queda é utilizada como sinônimo de retração da economia.

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RECESSÃO

Em junho, o Codace (Comitê de Datação de Ciclos Econômicos), órgão ligado ao Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) e formado por oito economistas de diversas instituições, definiu que o Brasil entrou em recessão no primeiro trimestre de 2020, encerrando um ciclo de fraco crescimento de três anos (2017-2019). A expectativa é que a recessão atual seja curta, mas com intensidade recorde, considerando dados dos últimos 40 anos.

Não há uma definição oficial sobre o que caracteriza uma recessão. Embora alguns economistas utilizem a métrica de que esse é o período marcado por dois trimestres seguidos de queda na atividade, o Codace considera uma análise mais ampla de dados. Para o comitê, o declínio na atividade econômica de forma disseminada entre diferentes setores econômicos é denominado recessão.

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As informações são da FolhaPress




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