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Cinema

Filme “Kursk – a última missão” resgata história de naufrágio de submarino russo 

Filme, que estreia neste final de semana, é dirigido por dinamarquês

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Por Felipe Tusco Dantas

Uma explosão embaixo do mar e o pânico no submarino (e em terra). A história real do Kursk, submarino russo que naufragou em agosto de 2000, tripulada por militares da Marinha, foi transformada em filme de ficção dirigido pelo diretor dinamarquês Thomas Vinterberg.

O dilema é que a tripulação tinha apenas o governo para contar. No longa, há uma análise que  representantes oficiais teimam em não ajudá-los receosos do que a opinião pública pensaria do equipamento.. 

‘’Kursk’’ é comovente, inquietante, provocante, mas, por compreender uma quantidade enorme de personagens, acaba se perdendo ao contar sua história, atrapalhando o ritmo e evidenciando as falhas que seu roteiro tem. 

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Dois atos

O filme dispõe de dois atos. Em seu primeiro, ele apresenta os personagens, de forma que o público se apegue a eles, com cenas com uma carga emotiva, e a função de cada um no submarino . No segundo ato, há três narrativas paralelas – os soldados resistindo às péssimas condições embaixo do mar, as famílias desesperadas por ajuda e o governo russo mais preocupado com a opinião pública do que com o salvamento. 

O filme tem algumas situações não explicadas. As próprias cenas dos tripulantes são menos impactantes do que os momentos em que Tanya (Léa Seydoux), por exemplo, esposa de um deles, gritando com os oficiais do governo e pedindo ajuda para que resgatem seu marido. Nesse sentido,  a proposta do filme torna-se ambígua: é a história de um grupo de soldados tentando sobreviver com apenas o que eles têm ou a história de uma população revoltada com a negligência de suas autoridades? A dubiedade diminui o impacto da narrativa.

 Por outro lado, as cenas mais ‘’tensas’’ dentro do submarino conseguem ser tecnicamente bem construídas. Elas despertam um sentimento agonizante e claustrofóbico, ainda mais quando o nível da água começa a subir, e a chance dos soldados sobreviverem… diminuir. Mas, esses momentos de suspense são menores em relação às outras tramas.

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A produção conta com dois pontos positivos: sua cinematografia e a atuação do ator-mirim Artemiy Spiridonov. Há uma sequência de tomadas mostrando todas as crianças da vizinhança correndo para ver o submarino partir, e elas vão dizendo ‘’Adeus’’ para aqueles que estão lá dentro, sendo esse um ótimo gatilho para iniciar a história do filme. 

Seguido a isso, há um exuberante plano geral do oceano mostrando apenas o submarino em descida. E sobre Spiridonov, que interpreta Misha, filho do soldado Mikhail Averin (Matthias Schoenaerts): a sua posição ao longo do filme toda é bastante perceptível. Há um pequeno gesto feito por ele no final do filme que traduz perfeitamente o sentimento que a história quer passar, além de seus olhares falarem mais que alguns personagens principais.

Ficha Técnica

Diretor: Thomas Vinterberg

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Roteiro: Robert Rodat | Adaptado do best-seller de Robert Moore

Elenco:  Colin Firth, Léa Seydoux, Matthias Schoenaerts,Max Von Sydow, Michael Nyqvist, August Diehl, Steven Waddington, Zlatko Buric, Matthias Schweighöfer, Lars Brygmann, Artemiy Spiridonov

Duração: 118 minutos

Classificação indicativa: 12 anos

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Gênero: Drama | Ação

 


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