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Cinema

“Entre Facas e Mentiras”: suspense previsível, mas com qualidade formidável

Leonardo Resende

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De muita curiosidade é composta a filmografia de Rian Johnson. Diretor americano que recebeu aclamação por suas ideias em Looper – Assassinos do Futuro e despertou controvérsias (e ira) em Star Wars – Os Últimos Jedi por parte dos fãs. Depois do nicho de sci-fi, Johnson lança Entre Facas e Mentiras, um whodunit de elenco estrelar recheado de referências ao cinema clássico e, eventualmente, previsível que estreia nos cinemas da cidade hoje (12). 

Nicole (excelente Ana De Armas) é uma enfermeira que cuida de um escritor de grande renome. Após seu patrão ser assassinado, Nicole e todos os membros da família se tornam suspeitos para o detetive particular,  Benoit Blanc (Daniel Craig). A medida a trama se desenrola, nota-se que o detetive nunca exagerou em suspeitar de todos os integrantes dessa família. 

Resgatar o subgênero whodunit (tópico do suspense que gira em torno de descobrir quem assassinou quem, da tradução literal: “quem o fez?”) é uma audácia interessante da parte de Johnson – que também escreveu o filme. Esta categoria teve um grande auge durante toda a história do cinema, principalmente nos anos 1970. O mais interessante é a reciclada do diretor com os elementos que classificam esse gênero e ainda conseguir implementar novas particularidades. Traduzir as motivações para os tempos atuais é um deles. Em certos momentos, Johnson pincela a questão de imigrantes, o que desagua em cenas hilárias – repletas de hipocrisia – de exposição da “boa família”. 

Porém, quem acompanha esta categoria há alguns anos, sentirá que Johnson seguiu os protocolos de narrativa de forma previsível. Ou seja, caso o expectador tenha boas experiências com esse cinema clássico de lazer, a reviravolta vai ser notada quilômetros antes do ato. 

Mesmo que apresente essas pontas esperadas de narrativas, Entre Facas e Mentiras é uma excelente adição ao currículo invejável de Johnson. Dependendo do grau de proximidade com o gênero, este hilário suspense é imperdível. 

Por Leonardo Resende

@leonard0resende


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