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Cidades

Vítima de serial killer relata tentativa de estupro: “agora você vai comigo para lá”

Elisangela Almeida de Matos é uma das cinco vítimas de Marinésio. Número de mulheres abusadas por ele pode ser maior

Willian Matos

Publicado

em

Foto: Divulgação/PCDF
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Willian Matos e Vítor Mendonça
redacao@grupojbr.com

Mais detalhes sobre as vítimas de Marinésio dos Santos Olinto, que confessou ter matado Letícia Sousa Curado Melo, vêm à tona. Uma das cinco vítimas do cozinheiro decidiu contar à polícia os abusos sofridos.

A vítima, de 23 anos, quase teve o mesmo destino de Letícia e Genir Pereira de Sousa, mortas por Marinésio. Ela contou que, no último dia 11 de agosto, por volta de 21h30, esperava um ônibus na rodoviária de Planaltina, quando o suspeito ofereceu carona. No meio do trajeto, ela pediu para que ele parasse e ele ignorou, seguindo rumo ao Morro da Capelinha. 

Seguindo ela, quando Marinésio desviou da rota combinada, ele tocou a perna dela e disse: “agora você vai comigo para lá.”

Apavorada, a vítima começou a gritar e e dizer que pularia do veículo de qualquer jeito. Marinésio, então, se apavorou e a deixou descer do carro, segundo o boletim de ocorrência.

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A vítima contou que não registrou ocorrência imediatamente porque temeu com a possível repercussão. Todavia, o caso de Letícia, que terminou em morte, a encorajou. Ela identificou que se tratava do mesmo homem que a tentou violentar naquele dia 11 de agosto.

Outras vítimas

Duas irmãs, de 18 e 21 anos, passaram por situação muito semelhante — um dia após a morte de Letícia, diga-se de passagem.

Elas relataram que, assim como aconteceu com Letícia, Marinésio ofereceu carona às duas. Elas aceitaram e, em determinado momento, ele desviou da rota. Desta vez, ele seguiu rumo ao bairro Vale do Amanhecer. Elas conseguiram se salvar quando encontraram uma barra de ferro no interior do carro.

As irmãs utilizaram o objeto para ameaçar Marinésio, afirmando que quebrariam o carro se ele não as libertasse.

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Em 2014 e 2015, outros casos tiveram as investigações reabertas. Em Planaltina e Sobradinho, há pelo menos três casos que podem levar a Marinésio. A 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) é a encarregada dos casos.

“Alguns inquéritos que estavam parados foram retomados por conta dos novos fatos que surgiram. Um deles inclusive relata o mesmo modelo de carro, mas por hora não podemos afirmar ser Marinésio”, afirma a delegada-chefe Jane Klébia. Há ainda um caso de desaparecimento na região de Rajadinha, próxima aos outros crimes, que também podem indicar ligação com o assassino.




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