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Vacinação no DF deve começar entre fim de janeiro e início de fevereiro, afirma secretário de Saúde

Em entrevista ao JBr, Okumoto falou sobre possível segunda onda, vacinação contra covid-19, mobilização de leitos e fez um balanço de 2020

Aline Rocha

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Estamos prontos”. É assim que o Secretário de Saúde do Distrito Federal, Osnei Okumoto, começa a conversa com o Jornal de Brasília. Como parte da retrospectiva de 2020, a reportagem do JBr entrevistou o chefe da Saúde da capital.

Tendo em vista o ano de 2020, acometido desde março pela pandemia do novo coronavírus, o secretário afirmou que a capital está preparada para uma possível segunda onda do vírus. Leitos estão preparados para mobilização, insumos estão sendo comprados e a equipe está sendo preparada para atender aos pacientes  que chegarem infectados.

“Ontem (segunda-feira, 21) teve a reunião com o Comitê Operacional de Emergência, quando foi elaborado o plano de mobilização de leitos covid-19 do DF, em que a gente faz uma previsão do aumento da quantidade de casos e, então, a necessidade de que a gente tenha internações não só em enfermaria, mas também em leitos de UTI. A gente tem que ter a precisão de reativar os leitos de acordo com a necessidade. A gente vai verificar os indicadores de transmissão, de internação e também de média móvel de óbitos, para que a gente possa fazer a mobilização dos leitos ou não”, explicou.

Vacinação

Além disso, a expectativa para o início de 2021 é a chegada da vacina, anunciada por meio do Plano de Vacinação apresentado ainda no mês de dezembro. Okumoto confirmou à reportagem que os primeiros grupos deverão ser vacinados entre o fim de janeiro e o início de fevereiro, mesmo que sem especificar datas, assim que for possível adquirir os imunizantes, seguindo as recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Saúde, sob comando de Eduardo Pazuello.

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Nós estivemos conversando com a Embaixada da Rússia para ter um conhecimento da Sputnik V. Naquele momento em que a gente estava saindo, estava chegando a União Química para uma reunião com a Embaixada e posteriormente eles anunciaram que estariam produzindo a vacina aqui no DF. Após esse contato a gente pretendia saber, tinha um protocolo de intenções que a gente queria saber valor dessas vacinas e qual a quantidades que eles poderiam produzir e entregar aqui no DF. Essas conversas foram caminhando mas ainda não tem o registro da vacina na Anvisa para que a gente pudesse dar continuidade” disse Okumoto.

“Estive em contato também com a Pfizer, por meio de uma videoconferência. O valor da vacina é muito alto, tem a questão de -70ºC como temperatura de armazenamento. As negociações eram muito caras, muito evoluídas, mas a conversa era muito importante. Conversei também com o Instituto Butantan, com o Bio-manguinhos, que são produtores da vacina aqui no Brasil”, complementou.

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Foto: Agência Brasil

“A obrigação das políticas de imunização do país é do Plano Nacional de Imunização, que é do Ministério da Saúde. Então esse trabalho está sendo executado, tanto o contato como as aquisições de insumos e de vacinas, bem como a determinação da política”, explicou.

A vacinação, conforme anunciado anteriormente, deverá seguir os seguintes critérios de grupos de vacinação:

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  • Primeira fase: trabalhadores de saúde, pessoas de 75 anos ou mais e idosos acima de 60 anos que vivem em instituições de longa permanência;
  • Segunda fase: pessoas entre 60 e 74 anos;
  • Terceira fase: pessoas com comorbidades (diabetes, câncer, doença cardiovascular e pessoas que passaram por transplante, por exemplo).

Linha de frente

Guiando estudos, iniciativas e tratamentos contra o vírus estão os profissionais de saúde na linha de frente. De extrema importância, Okumoto faz questão de ressaltar que nada teria sido possível sem os esforços de todos os servidores da Saúde, sejam eles das unidades particulares ou públicas, e dos servidores internos, que auxiliaram na Administração Central.

Gostaria de dar os parabéns a todos os colegas que estiveram na linha de frente, porque iniciaram o trabalho perante uma nova doença, totalmente desconhecida, que é muito preocupante. Nós estivemos frente a essa pandemia com novidades, montando protocolos novos, notas técnicas novas, fazendo treinamento das pessoas para utilização das EPIs, cuidados relativos ao paciente – que é muito importante -, e o cuidado que a gente precisava ter com todos os materiais que seriam descartados”, agradeceu o secretário.

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“O governador Ibaneis foi muito sensível, em 11 de março, quando houve a decretação por parte da Organização Mundial da Saúde, da pandemia. Naquele momento o governador foi preciso”, explicou, e continuou, “o Distrito Federal saiu na frente, conseguiu achatar a curva para que desse tempo de poder construir toda uma rede de atendimento dos pacientes com covid e, dessa forma, conseguiu-se deter grande quantidade de mortes”.

A pandemia deixa o DF com experiências novas e diversas, desde medidas de isolamento até a mobilização da população e dos profissionais para conter a proliferação do vírus. Medidas tecnológicas, obtenção de novos equipamentos, capacitação profissional e novos conhecimentos seguem, então, como legado na capital.

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